Wednesday, January 18, 2012

Inspire e..aspire.


No marketing, nada é mais importante que a coerência e sinergia nas acções. Actividades de marketing mal direccionadas geram apenas confusão na mente do consumidor.

Na construção de uma marca deve haver uma preocupação com as associações que a mesma carrega. Elas vão lá estar, mas a questão é saber se você consegue controlá-las de forma a que tragam o significado e a diferenciação que pretende, ou se vai deixar que elas surjam de uma maneira que não agregue à marca o suposto valor.

A identidade da uma marca tem de ser clara e única, e o posicionamento deve focalizar-se nos aspectos da identidade relacionados com a comunicação com os consumidores-alvo, visando a construção de uma imagem aspiracional, condizente com a identidade.


Mas o que é isso de “aspiracional”?

No marketing, uma marca aspiracional é uma marca que grande parte do mercado gostaria de possuir, mas por razões económicas ou de escassez do produto, não o pode fazer. Contudo, mantém-se como um desejo, ou como parte da “wishlist”.

A criação de uma marca/destino aspiracional demora, geralmente, muito tempo e acarreta um grande investimento.

Para que um destino se possa considerar aspiracional tem de manter um alto nível de qualidade e, acima de tudo, deve possuir uma imagem forte e marcante, facilmente identificável como o “objecto de desejo” para o seu mercado.

O destino Madeira e Porto Santo, por não ser um destino de massas e oferecer vivências únicas, tem todos os ingredientes necessários para se tornar aspiracional. No entanto, é necessário que se trabalhe a imagem e o posicionamento do destino. É necessário que se estabeleça uma identidade forte e coerente, e que uma vez estabelecida, seja mantida, cultivada e protegida.


O mercado tem de saber o que este destino representa, e isso tem de ser objecto de desejo do mercado! Porque, afinal de contas, podemos aspirar a sermos aspiracionais!

Wednesday, January 11, 2012

Lugares de Portugal - Toca a votar :)

Para votar basta pesquisar na "Galeria" por "Rota dos Miradouros da Madeira". Obrigado e Saudações da Rota dos Miradouros da Madeira em http://www.facebook.com/natgeo.pt?sk=app_259524064112714 by National Geographic



Sunday, December 18, 2011

Eu tenho um sonho.


Esta é a altura do ano propícia à reflexão e à definição de objectivos para o próximo ano, por isso resolvi aproveitar a quadra para deixar a minha mensagem para o ano de 2012.

Nas últimas semanas, das conversas mantidas com amigos e conhecidos retiro uma vontade e um acreditar que iremos ultrapassar os obstáculos que se avizinham, e que temos de fazer melhor e de forma mais justa. Senti também , e mais importante, um forte sentido de solidariedade. Contaram-me, por exemplo, que numa determinada localidade a carrinha que transportava os idosos das suas casas ao centro de dia avariou, e por falta de verba a mesma está parada, não podendo, assim, proporcionar a estas pessoas um dia mais feliz.

O grande líder Martin Luther King, Jr. tinha um sonho, que era que os seus filhos fossem julgados “pelo carácter e não pela cor”. Hoje em dia e na maior parte dos países civilizados o seu sonho foi concretizado, mas eu também tenho um sonho!

Que todas as crianças tenham o que comer, que tenham acesso à escola, que brinquem e sejam felizes. Que os jovens tenham emprego, casa, acesso à cultura e ao desporto. Que os mais idosos tenham acesso ao sistema de saúde e forma de pagar os seus medicamentos. Que...

Eu tenho esse sonho mas enquanto não conseguir fazer com tudo isso seja possível, acredito que, de alguma forma, posso contribuir para melhorar a vida de alguém. Eu nada percebo de mecânica por isso não consigo arranjar a carrinha, mas decerto conseguirei fazer outra coisa que alguém, em algum lado, precisa que seja feita. A cedência de um bocadinho do nosso tempo, entre todos nós, pode ser mais que suficiente para trazer de novo o sorriso a estes idosos, e aos jovens e às crianças que mais precisam.

Um sentido desejo de um Santo Natal e votos de um novo ano repleto de sorrisos solidários, para todos nós!

Friday, November 25, 2011

Unhate ou hate, eis a questão?!


Acho que é uma campanha à "Benetton" onde há um choque na forma como se passa a mensagem. Não deixa ninguém indiferente mas tenho dúvidas sobre qual a mensagem que a Benetton quer mesmo passar…se pretende mesmo apelar à união e paz entre os povos e religiões ou se pretende simplesmente chocar e dizer que só a Benetton o consegue fazer. Por uma questão de bom senso, vou acreditar que é mesmo uma mensagem de Unhate. Por isso considero uma campanha positiva. E tu o que achas?

Friday, November 18, 2011

Risoterapia


A pedido de várias famílias, passo do sorriso ao riso (esperemos) e, como tal, nada melhor do que aprofundar a temática do Humor. Começo por aconselhar a risoterapia, técnica mental que ensina a recuperar a nossa capacidade inata de rir e ser felizes, e é uma fonte inesgotável de saúde e bem-estar – está provado que o riso e a gargalhada trazem múltiplos e variados benefícios para a saúde.

Desde sempre, o humor tem estado associado à publicidade como forma de cativar a atenção do consumidor, e é utilizado por inúmeras marcas.

O humor mistura representações contraditórias e emoções dinâmicas. Pode ser de choque entre dois códigos de regras: o de um mundo quotidiano, previsível e seu oposto; de ruptura com padrões vigentes, de quebra com regras estabelecidas. Por outro lado, há a interpretação emocional, que entende o humor como libertação do sentimento de opressão; alívio de tensões e produção de prazer, tendo como resultado o riso.

Isto gera diferença, novidade, transgressão, mudança e, consequentemente, cativa o receptor. Pode-se dizer que se tende a não esquecer uma campanha com humor. Há quem diga, inclusive, que o humor é uma forma de tornar a vida mais leve e agradável.

Assim, e caso não possa investir numa das tais sessões de risoterapia, deixo-vos alguns exemplos, que espero que provoquem algumas gargalhadas:

“Funerária Táxi, Directo para o céu” (Portugal) / “Venha ao café do Zoológico Central Park. Deixe que, por uma vez, sejam os animais a vê-lo comer.” (Central Park Zoo; E.U.A.) / "Não acredito que comi isso tudo!" (Alka-Setzer; E.U.A.) / "Se só tenho uma vida, que a viva como loura!" (Tinta para cabelo Clairol; E.U.A.) / "Nós vendemos mais carros que a Ford, Chrysler, Chevrolet, e a Buick todos juntos." (carrinhos de brinquedo Matchbox; E.U.A.) / "Apenas 1 em cada 25 homens são daltónicos. Os outros apenas se vestem como se fossem.” (Fatos para homem Mohara; E.U.A.) / "Alguns dos nossos melhores homens são mulheres.” (Forças Armadas dos E.U.A.) / “cervejacoral.com tremoços”. (cerveja Coral; Madeira) / “Fale russo fluentemente, em minutos” (Vodka Eristoff; Chile).


Sem dúvida, que rir é o melhor remédio.

Monday, November 07, 2011

O Mercado da Saudade


No actual panorama a palavra globalização deixou de pertencer em exclusivo às empresas multinacionais e passou a estar ao alcance de todas as que pretendem apostar na internacionalização.

Porquê internacionalizar? De uma forma geral, a internacionalização surge quando se verifica que foram atingidos os objectivos no mercado onde estamos sedeados e existe ambição da empresa em continuar a crescer.

Existem diversas formas de o fazer, desde o franchising aos acordos com empresas ou outro tipo de parceria nos mercados de destino. Mas antes de se dar este passo é fundamental proceder-se a uma análise do mercado, dando especial enfoque a factores relacionados com questões legais (como o registo da marca), culturais e sócio/económicas (taxas aduaneiras, custos de transporte, entre outros).

Contudo, se o seu produto for “Made in Portugal”, existe outro factor a ter em conta que pode ser uma mais-valia para crescer além-fronteiras: o mercado da saudade.

Não nos podemos esquecer que Portugal é desde o século XV um país de emigrantes. Se tivermos em conta todos os emigrantes e seus descendentes, significa que estamos a falar de uma mercado internacional estimado em cerca de 5 milhões de consumidores com “saudades” dos produtos da sua terra Natal.

Cinco milhões de emigrantes e seus descendentes representam cerca de 50 por cento do mercado nacional. Portanto, este é um trunfo que as empresas portuguesas devem jogar quando cruzam fronteiras. Os emigrantes conhecem à partida as marcas nacionais, por isso não é preciso investir em comunicação para dar a conhecer um produto que acaba de chegar a um novo mercado. Além disso, os emigrantes estão normalmente predispostos a pagar mais para poderem “matar saudades” dos produtos da sua terra.

Por outro lado, muitos dos portugueses que vivem lá fora são também empresários nas mais diversas áreas, o que pode ser uma mais-valia no estabelecimento de parcerias comerciais fundamentais para a introdução de um produto no mercado estrangeiro.

Os principais mercados de destino dos emigrantes estão muito bem definidos: Estados Unidos da América, França, Brasil, Venezuela, Canadá, África do Sul, e Reino Unido, entre outros de menor dimensão.

Cabe à capacidade e ambição da gestão das empresas portuguesas, bem como à associação de entidades privadas e públicas obter condições de apoio à internacionalização, para que conquistem clientes internacionais com a etiqueta “made in Portugal”.

Na batalha de conquista, a sinergia entre empresas com vista à internacionalização é crucial para incrementar as vendas dos nossos produtos lá fora. Fica o desafio e orgulho em ambicionar ver os produtos portugueses, de qualidade sobejamente reconhecida, espalhados pelo Mundo fora.

in Hipersuper http://www.hipersuper.pt/2006/11/24/O_mercado_da_saudade/ in 2006

Tuesday, October 18, 2011

Sorria, não é pecado.


Estando eu à espera na fila para a caixa de um supermercado, aproveitava para ir divagando sobre o próximo livro que iria aprofundar (que embora editado em 2004 continua muito actual), “Os 10 pecados mortais do Marketing” de Phillip Kotler, quando de repente sou “acordado” e regresso à realidade, por um audível “Muito bom dia!” da menina da caixa, acompanhado por um grande e convicto sorriso. Bem, nesse mesmo momento “aquele” sorriso fez-me esquecer os minutos de espera e a pressa que tinha, e fez-me sorrir também, pensando para mim mesmo: “Que bom ver gente feliz a trabalhar e que contagia agradavelmente qualquer cliente.”

Mas que relação terá esta história com os 10 pecados mortais? Tudo ou quase tudo, com certeza! Sorrir, quando se tem pela frente um cliente, um turista, um outro interlocutor é a garantia que estará a se relacionar devidamente com a pessoa. Está a reforçar a criação de uma marca forte. Sim, porque o principal activo das empresas são as pessoas, e por outro lado as empresas não existirão sem clientes/pessoas. A sua marca/empresa ficará associada a pessoas simpáticas, de confiança e alegres, porque um sorriso é contagiante, mesmo que seja ao telefone.

Não custa nada, mas pode fazer a diferença. Além disso, sorrir faz bem à saúde pois liberta a endorfina responsável pela sensação de bem estar e o movimento muscular equivale a queimar 50 calorias (menos despesas com saúde e menos despesas em ginásios), por isso é só vantagens.

Não há ninguém que fique indeferente a um sorriso!