Tuesday, March 19, 2013

Porque parcerias são melhores do que namoros

                  Não pensem que quero que deixem de namorar. Longe disso, namorar é bom e faz bem à saúde. Mas deixem os namoros para a sua vida social, porque em termos profissionais “case-se”, ou seja, estabeleça parcerias. 
Mas o que é uma parceria? Mais do que um namoro, a parceria deve ser encarada como uma espécie de “casamento” entre empresas de diferentes áreas de negócio e não concorrentes entre si, onde duas partes diferentes têm interesses comuns e acreditam que juntos poderão ser e, fazer alguém feliz(es).
A importância da aplicação desta forma de união ou cooperação está na necessidade crescente de satisfazer os seus clientes, alargar a sua oferta e pode mesmo ser uma questão de sobrevivência num panorama tão adverso.

O que leva a esta ligação? A tendência recente é para uma atenção cada vez maior para o core business, ou seja, toda a atenção e todos os recursos disponíveis devem estar concentrados no que de facto a empresa sabe fazer. Não se deve dispersar para áreas de negócio onde o know how, a experiência e os meios disponíveis não representam uma reconhecida mais valia, pois isso só o levará a uma menor produtividade. As duas formas mais eficazes de continuar a expandir são através da subcontratação ou através de parcerias.
Para se associar deve poder comprovar que a soma das partes corresponde a um acréscimo multiplicativo, ou seja, maior valor acrescentado e de uma forma continuada.
Porquê de um forma continuada? Para além das sinergias provocadas por uma relação em que as partes já se conhecem, será também o próprio cliente a identificar e assimilar  a parceria como sólida e de sucesso.
Para 2013, ano em que - em muitos casos - se teve de reduzir orçamentos e investimentos o fenómeno das parcerias urge oportuna: pode rentabilizar o seu negócio ou mesmo alargá-lo sem grandes investimentos.
Troque os seus produtos ou serviços com os de outra empresa, em vez de pagar. Não só beneficiam os parceiros, como principalmente os seus clientes que ganham novas razões para se fidelizarem aos seus produtos/serviços.
A união não só faz a força, como pode criar a diferença e garantir a sobrevivência de muitas empresas.

Tuesday, February 19, 2013

Quanto vale a publicidade?


As campanhas publicitárias, por vezes, são vistas como um investimento desnecessário ou não prioritário ou mesmo questionável, dado que a quantificação da sua influência nas vendas não é algo objectivo.
De facto, muitos não possuem os mecanismos devidos para que se possa responder de uma forma objectiva e clara sobre os resultados de uma determinada campanha publicitária versus objectivos pretendidos.
Mas quais são esses objectivos?
Fornecer informações. Em primeira instância, uma acção publicitária pretende dar a conhecer as características do produto, assim como aumentar os níveis de conhecimento sobre o mesmo. Conteúdo, formas de utilização, onde adquirir são informações fundamentais.

Aumentar a notoriedade. O nível de conhecimento sobre um produto faz aumentar significativamente as hipóteses de aquisição. A divulgação da marca permite que os potenciais consumidores conheçam a sua existência no mercado, aumentando-lhe a notoriedade, e assim diminuir o esforço de compra. Quanto maior for o conhecimento sobre uma marca mais fácil se torna tomar uma decisão, perante a panóplia de produtos concorrentes existentes.

Influenciar na decisão de compra. Este constitui, certamente, o objectivo máximo da publicidade.
Estes objectivos vêm reforçar o papel da publicidade, pois por um lado ajudam a empresa na comercialização dos seus produtos e por outro lado, beneficiam os consumidores no seu dia a dia.

Mas como saber se os objectivos foram alcançados?

Quando se efectua uma promoção pretende-se um aumento da notoriedade de um determinado produto e, principalmente, um aumento das suas vendas num determinado período. Para se concluir se a promoção foi ou não bem sucedida recorre-se à análise das vendas e às quotas de mercado, obtendo-se uma resposta quantitativa e imediata.

Numa campanha publicitária como os propósitos são, normalmente, mais alargados, é necessário recorrer a estudos qualitativos (estudos de mercado onde se avaliam e comparam níveis de notoriedade, recordação, preferência, etc) em conjunto com a análise  das vendas.

Para ser considerada uma boa campanha publicitária, esta não terá apenas de ser considerada uma proposta de inegável criatividade e reconhecida pelo seu público alvo, mas também terá de ter reflexos nas vendas do produto.

Publicitar os seus produtos é ainda mais vital nos nossos dias dada a retração do mercado, pois o consumidor vai comprar o produto que necessita e se não o comprar a si, será certamente ao seu concorrente.

Wednesday, January 30, 2013

I didn`t understand and..

Há já muito tempo que penso registar esta nota mas só ontem voltei a dar de caras com um exemplo do que ainda há a fazer para melhorar o nosso serviço a quem nos visita.

Estava eu a passar num dos túneis quando dou de caras com um painel luminoso a informar " Trabalhos no tunel". Até aqui tudo bem mas logo comecei a imaginar como será que cada um dos nossos quase 1 milhão de turistas estrangeiros iriam ler e interpretar o que lá estava escrito.

A frase "Trabalhos no tunel", que se saiba não é universalmente conhecida e apesar do português ser a 5ª língua mais falada no Mundo, acredito que os cidadãos bem falantes nas outras 4 línguas dificilmente conseguirão interpretar, ainda por cima em muito poucos segundos, esta frase. 

Contudo para além da questão da tradução é preciso referir que esta informação é, acima de tudo, vital para a segurança de quem vai a conduzir, por isso, pergunto se não deveria ter a mesma frase mas em inglês, por exemplo???

Será mais caro colocar uma outra frase numa outra língua? Não me parece!

Falo deste exemplo mas existem muito mais exemplos de informação que peca por não estar adequada a quem nos visita.

Com este pequeno passo estaremos a promover melhor o que temos e a promover a segurança de quem nos visita. Estaremos, sem qualquer dúvida, a prestar um melhor serviço a quem nos visita!


"But which name???"


Friday, January 18, 2013

From Madeira to____(*)

No actual panorama a palavra globalização deixou de ser um exclusivo das empresas Multinacionais, e passou a estar ao alcance de quem pretende apostar na internacionalização.

Mas porquê internacionalizar? De uma forma geral a internacionalização surge quando se verifica que foram atingidos os objectivos no mercado onde estamos sedeados e existe ambição em continuar a crescer, ou então quando o nosso actual mercado deixou de ser aliciante e compensador.

Existem diversas formas de o fazer, desde o franchising aos acordos com empresas ou associações nos mercados de destino. Mas antes de qualquer passo nesse sentido é necessário proceder a uma análise do mercado que se pretende atingir, com especial atenção para os aspectos relacionados com questões legais, culturais e sócio/económicas em contra ciclo com a actual situação que se vive por cá.

E não podemos esquecer o enorme “Mercado da Saudade”.

Um milhão de emigrantes e seus descendentes são conhecedores das marcas regionais (ou seja, reduzem a necessidade de investimento em comunicação para dar a conhecer um produto) e estão, ainda por cima, propensos a consumir os produtos da sua terra, estando muitas vezes disposto a pagar um pouco mais para poder “matar as saudades”. embora não se consiga saber se iriam adquirir com tanta frequência caso estivessem a viver na Madeira.


Além disto, muitos dos nossos emigrantes são também empresários nas mais diversas áreas, e como tal poderão ser uma mais valia no estabelecimento de parcerias comerciais, fundamentais para a introdução de um produto num mercado estrangeiro.

Os principais mercados de destino dos emigrantes estão muito bem definidos: Estados Unidos da América, França, Brasil, Venezuela, Canadá, África do Sul e Reino Unido, entre outros de menor dimensão.

Cabe à capacidade e ambição da gestão das empresas madeirenses, bem como à associação das entidades privadas e públicas para obter condições de apoio à internacionalização, proporcionando à economia regional uma montra de produtos e serviços a comprar lá fora.

Fica o desafio e orgulho em ambicionar ver os produtos madeirenses, de qualidade reconhecida, espalhados pelo Mundo fora.

(*) Preencha com o nome do País que, depois de bem analisar, concluiu que deve apostar para continuar a cresce.

Sunday, November 18, 2012

Gaffes em marketing

Como em tudo nas nossas vida, para se promover um produto há que estar muito bem informado e haver bom senso, mas algumas campanhas publicitárias tornam-se inesquecíveis - não pela sua eficácia - mas pela absoluta falta de bom senso que demonstram. Uma campanha assim não só deixa de atrair negócios como origina clientes ofendidos, ou seja, pode até mesmo acabar de vez com um produto.
Existem inúmeros erros que podem surgir, quer porque fomos incoerentes (BP), quer por não termos dado a devida atenção ao marketing geracional (Levi`s), quer por não termos testado devidamente o nosso produto (LifeLock) ou quer, simplesmente, por termos feita mal uma tradução (GM).
Eis então alguns exemplos: em Abril de 2010 houve um grande derramamento de petróleo no Golfo do México cuja responsabilidade foi da empresa BP. Para tentar mostrar à população que a BP estava muito preocupada e a fazer tudo, esta emitiu um spot publicitário onde o seu CEO aparecia a prometer isso mesmo, só que na véspera do filme ser exibido este mesmo CEO aparecia a dizer que estava desejando ter a sua vida normal de volta. Bem, até o próprio Presidente Barack Obama sugeriu que a BP poderia ter investido melhor o seu dinheiro nas limpezas em vez de fazer publicidade desta.
Durante décadas, a Levi`s foi a marca de jeans preferencial para os baby boomers (nascidos em 1946 a 1964). Confortáveis ​​com a sua quota de Mercado – era líder - a Levi `s tornou-se complacente. Na década de 1990, no entanto, os baby boomers já não eram responsáveis pela ​​maior fatia das vendas de jeans no mercado, e as novas  gerações X e Y viam Levis como os "jeans dos seus pais," o que era algo pouco desejável para quem quer estar sempre moda. 
A Lifelock é uma empresa de prevenção contra o roubo que anunciava conseguir detector situações fraudulentas de cartões de crédito, entre outros tipos de fraude. No filme de divulgação é o próprio CEO que aparece a dar a cara e em segundo plano é possível ver o seu número de contribuinte - prova da máxima confiança em que ninguém o poderia usar sem ser dectectado. Contudo, um largo número de “ladrões” conseguiu utilizar esta identificação para solicitar empréstimos, com sucesso. 
A marca americana de carros, General Motors Corp 's realizou uma promoção na Bélgica para o seu carro que tinha como slogan um "corpo de Fisher" acabou por ser, na tradução flamenga, "cadáver por Fisher."
Lembre-se que hoje em dia a divulgação , nomeadamente, através das redes sociais, é extremamente rápida e influenciadora por isso muito cuidado antes de colocar qualquer campanha no ar.

Thursday, November 15, 2012

E-news: Sixinch na Biennale Interieur, Bélgica 2012

Imagens do stand da Sixinch ;)




http://www.facebook.com/sixinch.design?fref=ts
http://www.sixinch.be/site/

Tuesday, September 18, 2012

Ordem para gerir

Confesso que tenho especial predileção por tudo o que sejam programas televisivos ou artigos sobre casos de sucesso de portugueses fora de Portugal. Estou particularmente atento porque é sempre bom saber que compatriotas meus são bem sucedidos, e porque tenho curiosidade em saber qual é o segredo do seu sucesso. Gosto de aprender com quem faz bem!

Por isso, num destes dias, estando a colocar a minha leitura em dia saltou-me à vista o título: “Êxitos Nacionais”. Dediquei a minha atenção a este artigo onde se registam várias estórias de portugueses que estão a ser bem sucedidos lá fora.

De todos os diferentes testemunhos retiro duas frases que espelham - quanto a mim – um dos principais motivos porque muitas empresas passam por dificuldades : “O país caminha a diferentes velocidades e uma das razões está na liderança. Temos graves problemas, devia haver formação profissional para esse segmento.” diz o sociólogo Renato do Carmo. Por seu lado, João Bento CEO da EFACEC aponta para o facto de haver “pouca sofisticação e qualificação da gestão.”

Não tenho a menor dúvida de que a falta de formação e qualificação dos “gestores” é uma das maiores causas para o insucesso das empresas. Naturalmente que nesta altura de dificuldades é muito mais fácil, e é até prática corrente, justificar o insucesso com causas externas, de oferta/procura mas quantos negócios/empresas surgiram sem que se fossem feito estudos de viabilidade, sem que se tivesse um plano estratégico e uma visão de médio e longo prazo?! Muitos, com certeza! 

Julgo que, tal como em outras atividades laborais, quem gere uma empresa deve cumprir os requisitos de formação/qualificação para o desempenho da sua função e deverão ser responsabilizados pelos resultados. Quando os projetos correm mal, não só o gestor/empresário pode ficar com dívidas incomportáveis, como ainda - e sobretudo – se deixam colaboradores, fornecedores, clientes e arrendatários em situações muito complicadas e que, afinal, eram muitas vezes evitáveis.