Sunday, July 21, 2013

O que marca é a Marca

O branding (processo de activação de uma marca) sempre foi aplicado a produtos de consumo, mas a partir dos anos 90 passou também a ser adoptado pelos destinos. A necessidade de se criar uma marca surge com o propósito de ajudar a competir mais eficazmente, num ambiente de marketing cada vez mais competitivo.

Nesta era de super-marcas pode parecer estranho considerar uma cidade, região ou país como uma marca mas, quando fazemos escolhas, todos optamos por determinada marca por algum motivo - “Uma marca tem de parecer um amigo” Howard Schultz (Starbucks).

Destinos de todo o globo (inclusive da Lua) estão a usar o poder da marca para promover os valores indígenas dos seus patrimónios, culturas, economias, ambientes, etnias e histórias.

Mas determinar uma identidade genuína não é um processo simples.

Os locais estão a aumentar a sofisticação da sua oferta em todo o ciclo do turista (notoriedade, motivações, acessibilidade, experiência local) para atrair e fidelizar cada vez mais. 


Observa-se um esforço dos destinos na realização de eventos mediáticos, no sentido de aumentar os níveis de notoriedade. Esta concorrência faz com que seja importante, independentemente da dimensão ou composição do destino, diferenciar-se e comunicar aspectos que são relevantes e valorizados, centrados numa experiência emocional e memorável.

   O grande desafio será definir os parâmetros pelos quais queremos ser conhecidos como destino ou produto. Como podemos sobressair na “multidão” e, naturalmente, que pensamentos e sentimentos queremos provocar, quando as pessoas são expostas ao nosso nome, à nossa marca.

A marca será, em última instância, o elemento congregador de tudo o que queremos passar. Aquele refrigerante de sabor a cola, que imaginamos saborear com gelo e limão numa esplanada num dia de Verão enquanto estamos com gente gira tem uma marca, Coca-cola.

     É na marca que se poderá reunir o adn do que queremos promover.

Thursday, June 20, 2013

Novo produto ou produto novo?


A dinâmica dos mercados, como seja a sua volatilidade e/ou a necessidade de preservar o mercado de actuação ou até mesmo a ambição de alargar os seus mercados, faz com que as empresas devam estar em constante procura de novos meios para superar os desafios que todos os dias tem de encarar
Uma das formas é através do lançamento de um novo produto ou até mesmo reanalisar o produto que já tenham e, reinventá-lo, se assim se concluir ser necessário.
Mas porquê o lançamento de um novo produto? Porque apostar na introdução de um produto que à partida e, numa primeira fase, terá um volume de vendas reduzido?
Por diversos motivos. Desde o assegurar da sobrevivência - e o próprio crescimento - das empresas, passando pela necessidade de se substituírem produtos que atingiram a sua fase final no ciclo de vida, ou de produtos menos bem-sucedidos, ou ainda quando se determinam oportunidades através de novos nichos de mercado até então inexplorados. Mas atenção, apenas uma pequena percentagem de novos produtos é bem-sucedida.
Ou porque reanalisar o seu produto e adaptá-lo às novas realidades?
O acompanhar das tendências de mercado é vital e deve ser constante. O que foi concebido no passado, mesmo que tenha sido há pouco tempo, deve ser constantemente acompanhado para se perceber se o mesmo continua a satisfazer as necessidades para o qual foi criado ou se necessita de reajustes às novas tendências.

Em qualquer uma das situações, para minimizar riscos urge a necessidade de recolher o máximo de informação disponível sobre o mercado onde pretendemos intervir ou onde já actuamos (dimensão, pontos fortes e fracos, etc) e sobre os players já existentes. Podemos ter acesso a essa informação, quer através dos próprios clientes , quer com base em informação disponível  nos centros de Estatísticas quer através da área comercial da empresa, para além das próprias áreas de investigação e desenvolvimento.
Uma vez recolhida a informação, é necessário confrontar as principais conclusões que foram seleccionadas com a estratégia e capacidade da própria empresa (ou seja, perceber se a empresa está preparada quer em termos de estrutura quer em termos de modo de actuação) ao mesmo tempo que se deve tentar determinar a receptividade do mercado.
Em resumo: informação do mercado, benchmarking, teste, aplicabilidade/oportunidade e apresentação/imagem são as palavras-chave no trabalho a desenvolvimento de um novo produto. Defina objectivos e adeque a sua estrutura à nova realidade.
A facilidade e rapidez com que as empresas se irão adaptar às novas tendências, é um dos principais factores críticos para o sucesso das mesmas.

Thursday, April 18, 2013

Uma marca poliglota, please!

O nome que se dá a uma marca deve atender ao posicionamento estratégico, deve  criar uma diferenciação dos concorrentes e, caso possa estar exposto a outras culturas, deverá ter atenção o que poderá representar perante quem é de uma cultura/pais diferente.

Mas não é um processo fácil. Para cada nome memorável e relevante, existem milhares de nomes irrelevantes, genéricos, difíceis de se pronunciar, ou simplesmente impossíveis de nos  lembrarmos.

Assim é unânime que uma denominação mal escolhida pode acelerar para o seu fracasso. Vejamos alguns exemplos em que não houve o cuidado na selecção e adaptação dos nomes aos diferentes mercados:
A Ikea quando lançou uma das suas mais recentes lojas em Banguecoque esteve quase a vender produtos com denominação escandinava mas que em tailandês tinham conotações sexuais, como foi o caso do vaso de plantas Jättebra, que se assemelha, na gíria, a sexo na Tailândia. Assinatura da rede de fast food  KFC, " finger-lickin' good ", não funciona muito bem na China. Aparentemente, a cadeia de fast food estava sugerindo que queriam "comer os seus dedos." 

Outro exemplo menos feliz aos olhos de outra cultura é o Toyota MR2 que na França ao se ler M-R-Deux fica a soar a m... A Fiat também não foi feliz com o UNO na Finlândia dado que o termo, significa “lixo”. Também no México a American Airlines teve alguns problemas por causa do slogan de lançamento das novas cadeiras em cabedal da primeira classe: ao traduzir “Fly In Leather” para espanhol ficou “Vuela en cuero” que quer dizer “Viaje nu”. 

Também nos números é preciso ter muito cuidado. O número sete é o número do azar no Quénia e em Singapura e o quatro significa a morte na Coreia do Sul.

Contudo há sempre excepções à regra. Nos dias de hoje se juntássemos as palavras coca e cola para representar uma marca de refrigerantes não seriam a melhor opção contudo, Coca-cola, consegue identificar uma das marcas mais valiosas no Mundo.

Tuesday, March 19, 2013

Porque parcerias são melhores do que namoros

                  Não pensem que quero que deixem de namorar. Longe disso, namorar é bom e faz bem à saúde. Mas deixem os namoros para a sua vida social, porque em termos profissionais “case-se”, ou seja, estabeleça parcerias. 
Mas o que é uma parceria? Mais do que um namoro, a parceria deve ser encarada como uma espécie de “casamento” entre empresas de diferentes áreas de negócio e não concorrentes entre si, onde duas partes diferentes têm interesses comuns e acreditam que juntos poderão ser e, fazer alguém feliz(es).
A importância da aplicação desta forma de união ou cooperação está na necessidade crescente de satisfazer os seus clientes, alargar a sua oferta e pode mesmo ser uma questão de sobrevivência num panorama tão adverso.

O que leva a esta ligação? A tendência recente é para uma atenção cada vez maior para o core business, ou seja, toda a atenção e todos os recursos disponíveis devem estar concentrados no que de facto a empresa sabe fazer. Não se deve dispersar para áreas de negócio onde o know how, a experiência e os meios disponíveis não representam uma reconhecida mais valia, pois isso só o levará a uma menor produtividade. As duas formas mais eficazes de continuar a expandir são através da subcontratação ou através de parcerias.
Para se associar deve poder comprovar que a soma das partes corresponde a um acréscimo multiplicativo, ou seja, maior valor acrescentado e de uma forma continuada.
Porquê de um forma continuada? Para além das sinergias provocadas por uma relação em que as partes já se conhecem, será também o próprio cliente a identificar e assimilar  a parceria como sólida e de sucesso.
Para 2013, ano em que - em muitos casos - se teve de reduzir orçamentos e investimentos o fenómeno das parcerias urge oportuna: pode rentabilizar o seu negócio ou mesmo alargá-lo sem grandes investimentos.
Troque os seus produtos ou serviços com os de outra empresa, em vez de pagar. Não só beneficiam os parceiros, como principalmente os seus clientes que ganham novas razões para se fidelizarem aos seus produtos/serviços.
A união não só faz a força, como pode criar a diferença e garantir a sobrevivência de muitas empresas.

Tuesday, February 19, 2013

Quanto vale a publicidade?


As campanhas publicitárias, por vezes, são vistas como um investimento desnecessário ou não prioritário ou mesmo questionável, dado que a quantificação da sua influência nas vendas não é algo objectivo.
De facto, muitos não possuem os mecanismos devidos para que se possa responder de uma forma objectiva e clara sobre os resultados de uma determinada campanha publicitária versus objectivos pretendidos.
Mas quais são esses objectivos?
Fornecer informações. Em primeira instância, uma acção publicitária pretende dar a conhecer as características do produto, assim como aumentar os níveis de conhecimento sobre o mesmo. Conteúdo, formas de utilização, onde adquirir são informações fundamentais.

Aumentar a notoriedade. O nível de conhecimento sobre um produto faz aumentar significativamente as hipóteses de aquisição. A divulgação da marca permite que os potenciais consumidores conheçam a sua existência no mercado, aumentando-lhe a notoriedade, e assim diminuir o esforço de compra. Quanto maior for o conhecimento sobre uma marca mais fácil se torna tomar uma decisão, perante a panóplia de produtos concorrentes existentes.

Influenciar na decisão de compra. Este constitui, certamente, o objectivo máximo da publicidade.
Estes objectivos vêm reforçar o papel da publicidade, pois por um lado ajudam a empresa na comercialização dos seus produtos e por outro lado, beneficiam os consumidores no seu dia a dia.

Mas como saber se os objectivos foram alcançados?

Quando se efectua uma promoção pretende-se um aumento da notoriedade de um determinado produto e, principalmente, um aumento das suas vendas num determinado período. Para se concluir se a promoção foi ou não bem sucedida recorre-se à análise das vendas e às quotas de mercado, obtendo-se uma resposta quantitativa e imediata.

Numa campanha publicitária como os propósitos são, normalmente, mais alargados, é necessário recorrer a estudos qualitativos (estudos de mercado onde se avaliam e comparam níveis de notoriedade, recordação, preferência, etc) em conjunto com a análise  das vendas.

Para ser considerada uma boa campanha publicitária, esta não terá apenas de ser considerada uma proposta de inegável criatividade e reconhecida pelo seu público alvo, mas também terá de ter reflexos nas vendas do produto.

Publicitar os seus produtos é ainda mais vital nos nossos dias dada a retração do mercado, pois o consumidor vai comprar o produto que necessita e se não o comprar a si, será certamente ao seu concorrente.

Wednesday, January 30, 2013

I didn`t understand and..

Há já muito tempo que penso registar esta nota mas só ontem voltei a dar de caras com um exemplo do que ainda há a fazer para melhorar o nosso serviço a quem nos visita.

Estava eu a passar num dos túneis quando dou de caras com um painel luminoso a informar " Trabalhos no tunel". Até aqui tudo bem mas logo comecei a imaginar como será que cada um dos nossos quase 1 milhão de turistas estrangeiros iriam ler e interpretar o que lá estava escrito.

A frase "Trabalhos no tunel", que se saiba não é universalmente conhecida e apesar do português ser a 5ª língua mais falada no Mundo, acredito que os cidadãos bem falantes nas outras 4 línguas dificilmente conseguirão interpretar, ainda por cima em muito poucos segundos, esta frase. 

Contudo para além da questão da tradução é preciso referir que esta informação é, acima de tudo, vital para a segurança de quem vai a conduzir, por isso, pergunto se não deveria ter a mesma frase mas em inglês, por exemplo???

Será mais caro colocar uma outra frase numa outra língua? Não me parece!

Falo deste exemplo mas existem muito mais exemplos de informação que peca por não estar adequada a quem nos visita.

Com este pequeno passo estaremos a promover melhor o que temos e a promover a segurança de quem nos visita. Estaremos, sem qualquer dúvida, a prestar um melhor serviço a quem nos visita!


"But which name???"


Friday, January 18, 2013

From Madeira to____(*)

No actual panorama a palavra globalização deixou de ser um exclusivo das empresas Multinacionais, e passou a estar ao alcance de quem pretende apostar na internacionalização.

Mas porquê internacionalizar? De uma forma geral a internacionalização surge quando se verifica que foram atingidos os objectivos no mercado onde estamos sedeados e existe ambição em continuar a crescer, ou então quando o nosso actual mercado deixou de ser aliciante e compensador.

Existem diversas formas de o fazer, desde o franchising aos acordos com empresas ou associações nos mercados de destino. Mas antes de qualquer passo nesse sentido é necessário proceder a uma análise do mercado que se pretende atingir, com especial atenção para os aspectos relacionados com questões legais, culturais e sócio/económicas em contra ciclo com a actual situação que se vive por cá.

E não podemos esquecer o enorme “Mercado da Saudade”.

Um milhão de emigrantes e seus descendentes são conhecedores das marcas regionais (ou seja, reduzem a necessidade de investimento em comunicação para dar a conhecer um produto) e estão, ainda por cima, propensos a consumir os produtos da sua terra, estando muitas vezes disposto a pagar um pouco mais para poder “matar as saudades”. embora não se consiga saber se iriam adquirir com tanta frequência caso estivessem a viver na Madeira.


Além disto, muitos dos nossos emigrantes são também empresários nas mais diversas áreas, e como tal poderão ser uma mais valia no estabelecimento de parcerias comerciais, fundamentais para a introdução de um produto num mercado estrangeiro.

Os principais mercados de destino dos emigrantes estão muito bem definidos: Estados Unidos da América, França, Brasil, Venezuela, Canadá, África do Sul e Reino Unido, entre outros de menor dimensão.

Cabe à capacidade e ambição da gestão das empresas madeirenses, bem como à associação das entidades privadas e públicas para obter condições de apoio à internacionalização, proporcionando à economia regional uma montra de produtos e serviços a comprar lá fora.

Fica o desafio e orgulho em ambicionar ver os produtos madeirenses, de qualidade reconhecida, espalhados pelo Mundo fora.

(*) Preencha com o nome do País que, depois de bem analisar, concluiu que deve apostar para continuar a cresce.

Sunday, November 18, 2012

Gaffes em marketing

Como em tudo nas nossas vida, para se promover um produto há que estar muito bem informado e haver bom senso, mas algumas campanhas publicitárias tornam-se inesquecíveis - não pela sua eficácia - mas pela absoluta falta de bom senso que demonstram. Uma campanha assim não só deixa de atrair negócios como origina clientes ofendidos, ou seja, pode até mesmo acabar de vez com um produto.
Existem inúmeros erros que podem surgir, quer porque fomos incoerentes (BP), quer por não termos dado a devida atenção ao marketing geracional (Levi`s), quer por não termos testado devidamente o nosso produto (LifeLock) ou quer, simplesmente, por termos feita mal uma tradução (GM).
Eis então alguns exemplos: em Abril de 2010 houve um grande derramamento de petróleo no Golfo do México cuja responsabilidade foi da empresa BP. Para tentar mostrar à população que a BP estava muito preocupada e a fazer tudo, esta emitiu um spot publicitário onde o seu CEO aparecia a prometer isso mesmo, só que na véspera do filme ser exibido este mesmo CEO aparecia a dizer que estava desejando ter a sua vida normal de volta. Bem, até o próprio Presidente Barack Obama sugeriu que a BP poderia ter investido melhor o seu dinheiro nas limpezas em vez de fazer publicidade desta.
Durante décadas, a Levi`s foi a marca de jeans preferencial para os baby boomers (nascidos em 1946 a 1964). Confortáveis ​​com a sua quota de Mercado – era líder - a Levi `s tornou-se complacente. Na década de 1990, no entanto, os baby boomers já não eram responsáveis pela ​​maior fatia das vendas de jeans no mercado, e as novas  gerações X e Y viam Levis como os "jeans dos seus pais," o que era algo pouco desejável para quem quer estar sempre moda. 
A Lifelock é uma empresa de prevenção contra o roubo que anunciava conseguir detector situações fraudulentas de cartões de crédito, entre outros tipos de fraude. No filme de divulgação é o próprio CEO que aparece a dar a cara e em segundo plano é possível ver o seu número de contribuinte - prova da máxima confiança em que ninguém o poderia usar sem ser dectectado. Contudo, um largo número de “ladrões” conseguiu utilizar esta identificação para solicitar empréstimos, com sucesso. 
A marca americana de carros, General Motors Corp 's realizou uma promoção na Bélgica para o seu carro que tinha como slogan um "corpo de Fisher" acabou por ser, na tradução flamenga, "cadáver por Fisher."
Lembre-se que hoje em dia a divulgação , nomeadamente, através das redes sociais, é extremamente rápida e influenciadora por isso muito cuidado antes de colocar qualquer campanha no ar.

Thursday, November 15, 2012

E-news: Sixinch na Biennale Interieur, Bélgica 2012

Imagens do stand da Sixinch ;)




http://www.facebook.com/sixinch.design?fref=ts
http://www.sixinch.be/site/