Wednesday, August 08, 2012

Inacreditável!!!

Estou completamente boquiaberto com o que acabou de acontecer...o Pingo Doce foi multado em cerca de 30 mil euros por terem detectado na promoção do passado dia 1 de Maio que 15 produtos foram comercializados abaixo do seu preço de compra...
Depois da própria Jerónimo Martins ter assumido que nessa mesma acção teria perdido 10 milhões de euros eis que 3 meses depois o Estado português detectou que foram apenas 15 produtos dos largos milhares existentes num simples supermercado...
Ou seja, os milhares de produtos que temos num supermercado tem uma margem igual ou superior a 50%??
Ou seja, com uma multa de 2 mil euros por referência será que é assim tão penalizante para um retalhista comercializar uma das suas referências abaixo do seu preço de custo (tendo como certeza que o seu cliente há-de comprar outros produtos onde há-de mais que recuperar esta multa...!)
Não tenho dúvidas de que, pontualmente, o consumidor ganhou algo mais, mas muitos fornecedores (que muitas famílias sustentam!) ficaram, uma vez mais, penalizados e em maiores dificuldades...porque quem vai pagar será o fornecedor!!!

Monday, June 18, 2012

A socialização dos "Likes"


Há oito anos trás um título como este iria parecer ainda mais estranho do que parece agora. Isto demonstra, por si só, a velocidade exponencial com que se criam novos hábitos, quer de socialização como de consumo e de publicidade.
Hoje em dia socializamos através das redes sociais, consumimos – de uma forma geral – muito mais, e estamos perante novas formas de publicidade. Por exemplo, através da colocação nas embalagens, o código QR (quick response) que por ser a duas dimensões (parece um código de barras mas em matriz) permite passar para o seu telemóvel muito mais informação sobre o produto mas através de um sms, um mms ou um link, entre outras formas.
Outro hábito que se popularizou, devido à massificação do Facebook, foi a selecção da opção “Like” num qualquer produto publicitado, que serve para demonstrar publicamente que gostamos ou que eventualmente pretendemos adquirir esse produto/serviço. Contudo esta opção foi tão banalizada que hoje em dia persistem demasiadas dúvidas sobre a verdadeira veracidade do que esta informação possa passar em termos de intenção de compra.
Segundo o estudo de mercado da Nielsen, Global Trust in Advertising 2012, cerca de 92% dos 28 mil inquiridos em 56 diferentes países, diz que confia mais nas campanhas publicitárias que tenham sido recomendadas por amigos ou familiares, ou pelo boca-a-boca. Em segundo lugar, com 70%, são mais credíveis as campanhas que forem suportadas por comentários positivos e credíveis na internet.
Isto quer dizer que apesar de existirem novos meios de divulgação e promoção, a credibilidade e sucesso das campanhas publicitárias junto do consumidor continua a ser suportada pelas máximas de sempre, como é o boca-a-boca e a recomendação.
Se porventura esta recomendação for realizada numa rede social, estaremos perante o denominado “social commerce” que, sem dúvida, deverá ser tido em atenção na preparação e avaliação de uma qualquer campanha.