Friday, May 18, 2012

Aposte nas laterais


Apesar do Euro`12 estar aí à porta, a “aposta nas laterais” não tem a ver com tácticas futebolísticas mas sim com uma diferente abordagem que Philip Kotler sugere que se aplique às empresas e aos seus produtos. A dinâmica dos mercados, a volatilidade de muitos deles e a pretensão dos accionistas em obter maiores lucros e maior dimensão, faz com que os gestores estejam em constante procura de novos meios para atingir esses objectivos.

O Mercado, em geral, mostra dificuldades em garantir vantagens competitivas, capazes de serem traduzidas em oportunidades de negócio e em novos produtos.

Mas para Kotler existe um ferramenta que deve merecer a nossa atenção hoje mais do que nunca, o marketing lateral: “ é um processo de trabalho que, quando aplicado a produtos ou serviços existentes, produz inovações que abrangem necessidades, usos, situações ou públicos - alvo não atingidos actualmente”. É, portanto, um processo que possibilita a criação de novos mercados ou categorias..

O marketing lateral, quando executado eficazmente pode evitar competir em mercados saturados, onde os consumidores se mostrem indiferentes a campanhas publicitárias e se foquem unicamente no preço.

A ideia do marketing lateral é partir de um produto existente para criar algo totalmente novo - por exemplo, os ovos de chocolate da Kinder. Antes era somente um chocolate. Agora conjuga pelo menos duas “necessidades” do seu target - um chocolate e um brinquedo. Os telemóveis, que começaram por oferecer apenas as chamadas, hoje em dia são produtos repletos das mais variadas funcionalidades…tiram fotografias e tratam-nas, possuem GPS e mapas, permitem filmar e visualizar vídeos, entre outras centenas de possibilidades.

Por isso, caso esteja a ter dificuldades em acertar no seu alvo, experimente “apontar para o lado”.

Thursday, May 10, 2012

Well done & not well done!

Hoje, quinta-feira dia 10 de Maio, a ilha da Madeira foi presenteada com um dia repleto de Sol por isso fui encher a vista pela costa norte.
Mas que dia...:) Paisagens únicas, ar puro, o perfume das flores, turistas e mais turistas, o mar sem se mexer, as águas do mar cristalinas, as pessoas simpáticas...que vontade de voltar!!! :)
Sem palavras! Definitivamente, vá para fora cá dentro! Vale mesmo a pena!
A somar, abriram algumas partes da antiga estrada ER 101 entre S. Vicente e Porto Moniz...e foi um um reviver! :)

Mas como não podia deixar de ser, alguns senãos...
No miradouro do Véu da Noiva os parques para estacionamento de autocarros estava completamente vazio por isso em vez de lá estacionarem colocam os autocarros quase em cima do miradouro...ainda por cima, alguns deles, com os motores ligados...que mau cartaz!!! Stop!
Além disso cruzei-me com muitos turistas estrangeiros nos seus carros que de certeza não percebem os dizeres que aparecem nos placards electrónicos ao longo da estrada...e mesmo que vão ao dicionário...até traduzirem o que lá está, somente em português, poderá ser tarde de mais!!! A nossa ilha é também de quem nos visita por isso façam-os sentir em casa!
 

Friday, April 27, 2012

A segunda vida do Pilar de Banger (Sugestão: dia 6)

Sendo este espaço aberto a todas as ideias por mais que pareçam desajustadas, cá vai mais uma :) Assim, e segundo diz a história "Durante cerca 140 anos a cidade do Funchal, foi conhecida, retratada, pintada e descrita como um local onde existia uma enorme coluna de pedra com cerca de 30 metros de altura e 3 metros de diâmetro" em Vagueando pela Madeira http://drakonyaz.blogspot.pt/2006/02/pilar-de-banger.html. Ou seja, era o Pilar de Banger um icon da cidade que contribuía para a tornar ainda mais única e ao mesmo tempo "facilmente" identificável.
Infelizmente e apesar de terem recuperado uma pequena parte, julgo que não é suficiente. Está, actualmente, meio escondido sob a copa das árvores e não era esse o seu papel. O Pilar deveria destacar-se na cidade e transmitir história.
Ao se requalificar toda aquela zona, limpeza do ex-barco dos Beatles e utilização ou não do aterro, julgo que se deveria voltar a dar vida a esta atracção da cidade. Quer através da sua reconstrução total (Sugestão: dia 6) ou quer através da adopção de um holograma (tipo http://youtu.be/yvrerYHTmE0) a ser usado à noite ou em ocasiões/eventos onde se retrate a história da nossa ilha/cidade. O Pilar de Banger tinha "como primeiro utilidade o transporte de mercadorias entre os barcos e a terra, por meio de guindastes colocados nele e como um local de sentinela contra navios piratas" em Vagueando pela Madeira. Viva

Wednesday, April 25, 2012

Vamos lá, até "jaz"!

Numa das minhas muitas incursões nestes últimos dias a uma conhecida empresa de telecomunicações que acaba em .pt, para conseguir por o meu telemóvel a funcionar devidamente, dei-me a contemplar (devido ao tempo de espera - meia hora, porque os 4 números antecedentes desistiram senão seria mais de uma hora de...contemplação!) a loja e a reparar em alguns pormenores que me deixaram perplexo. Então vejamos, uma loja com 8 balcões de atendimento tinha 8 cadeiras para quem se quisesse sentar. Até pode parecer suficiente, mas para o número de pessoas que acedem a esta loja e ao tempo de espera é manifestamente pouco e convida naturalmente a desistir - bem pensado...se o objectivo for esse. Dos 4 balcões com um operador, na altura em que lá estive, apenas um estava para apoio ao cliente, ou seja, quem lá vai dar "trabalho" tem de esperar mais do que os outros que lá vão comprar. Muito bem visto - o que interessa é vender, o serviço pós venda logo se vê (digo eu). Por fim, e também muito interessante é o facto da empresa vender acesso à net, mas na loja não disponibilizar wireless - isso até ajudaria a espera mais agradável ou menos dolorosa...mas nem assim. Situações de quase monopólio são manifestamente pouco abonatórias para o consumidor.

Monday, April 23, 2012

"No, thank you! Nooo, tks! Nooooo!" (Sugestão: dia 5)

Este título poderá induzir o sentido do meu texto mas julgo que transmite em grande parte as reacções dos turistas que acabam de atracar na Gare Marítima e percorrem a pé até ao centro da cidade. Se forem a pé, terão pela frente, até ao Cais da Cidade, 5 abordagens para a venda de serviços. Logo à saída são recebidos por alguns, dos +- 100, taxistas que ali estão parados. Se continuarem terão a próxima abordagem na nova rotunda, no fim da Pontinha e início da Praça do Mar, por indivíduos que vendem tours (por coincidência ou não esta zona só fica vazia quando por acaso passa algum elemento da Polícia, o que leva a crer que algo "não aprovado" se passa ali). Continuando no nosso passeio, logo mais à frente depois das Vespas, existe nova praça de taxis onde novamente ocorre nova abordagem por estes profissionais. Se continuarmos o passeio, quando entramos no passeio por cima da Marina temos à nossa frente alguns comerciais dos autocarros panorâmicos. Uffaaa! Por fim, na zona da entrada do Cais é a vez dos comerciais para os passeios de barco. Pois...
Apesar de saber que existem outros locais no Mundo onde a abordagem é muito mais intensa e "agressiva" aos turistas julgo na mesma que se deveria fazer um (Sugestão: dia 5) estudo de mercado (peço desculpas desde já, se o mesmo já ocorreu mas eu desconheço) a estes turistas que nos visitam. No seu regresso ao cruzeiro deveria-se perguntar o que chegaram a conhecer; o que mais gostaram; se foi ou não dentro das suas expectativas; coisas mais positivas e menos positivas desta curta estada na cidade, entre outras questões que possam contribuir para que todos prestemos um melhor serviço a quem nos visita, mesmo que sejam por poucas horas. Fica a sugestão!

Wednesday, April 18, 2012

Dentes brancos em apenas 10 minutos?


Na maioria das campanhas publicitárias, é evidênciada uma ou mais características do produto que melhor satisfazem as necessidades do consumidor.

Todos sabemos que o Omo “lava mais branco” e que o shampô Johnson’s “não arde nos olhos”. Mas, por vezes, a vontade de convencer os possíveis compradores vai além do bom senso, senão vejamos: como é possível afirmar que um dado shampô torna os cabelos “quatro vezes mais lisos”? Tornar os cabelos mais lisos é uma coisa, mas garantir que é quatro vezes mais é um preciosismo dispensável...E porque não três vezes?Ou cinco?

Na publicidade há que seguir uma regra simples: usar o bom senso e não apregoar milagres...Mais tarde ou mais cedo o seu cliente acabará por comprovar que eles não existem e deixará de comprar.

Na história de muitas marcas constata-se que a alteração e adaptação de novas estratégias de marketing foram decisivas para a sobrevivência das mesmas... Sabia que os cigarros Marlboro, o símbolo da masculinidade, surgiram, em 1924, com ponteiras vermelhas e brancas especialmente orientado para os fumantes do sexo feminino com objectivo de evitar que o papel toque nos lábios das senhoras?

Como se pode concluir pela actual situação desta marca a estratégia inicialmente adoptada não foi bem sucedida.

O microondas, surgido nos anos 50, passou durante várias décadas por grandes dificuldades porque os consumidores achavam que a radiação poderia torná-los estéreis, por isso os primeiros anos foram um autêntico fracasso de vendas. A empresa deu a volta por cima quando finalmente se apercebeu que deveria evidenciar a característica de utilidade do microondas – “uma forma mais rápida de cozinhar os alimentos”. Alteraram a sua estratégia e hoje o microondas é quase indispensável.

Esteja atento às necessidades do seu cliente e avalie constantemente se a mensagem e o produto que está a oferecer estão de acordo com a satisfação desse mesmo cliente.

Friday, April 13, 2012

Pacata manhã (Sugestão: dia 4)



Hoje a baixa do Funchal acordou bem mais pacata do que nestes últimos dias, sem dúvida, devido à falta de cruzeiros na Gare Marítima e também porque hoje é sexta-feira, 13 e por isso é melhor nem sair de casa :))).
Mas como não podia deixar de ser, deixo a sugestão do dia, novamente, para uma zona pertencente à Pontinha onde já vi vários turistas (não no dia de hoje) a tirar fotos, como quem chega ao cume do Pico Everest ou seja uma referência do espaço onde acabamos de atracar. Na entrada do túnel do Molhe existem duas grandes âncoras, uma de cada lado da estrada e é ai que muitos turistas param para tirar fotos. Contudo não existe qualquer referência ao espaço onde estão por isso julgo que poderia ser pertinente aproveitar este espaço para deixar alguma referência à ilha que acabaram de atracar, nem que seja um "Bem vindo à Pérola do Atlântico de seu nome Madeira" (Sugestão: dia 4). Fica a sugestão e os votos de uma sortuda sexta-feira :)

Tuesday, April 10, 2012

FreeYourMind: O amanhecer da baixa funchalense (Sugestão: dia 3)...

FreeYourMind: O amanhecer da baixa funchalense (Sugestão: dia 3)...: Mais um amanhecer repleto de Sol, com o mar, aparentemente, limpo e sem se mexer. Muitos caminhantes de todas as idades e, uma vez mais, tam...

O amanhecer da baixa funchalense (Sugestão: dia 3)


Mais um amanhecer repleto de Sol, com o mar, aparentemente, limpo e sem se mexer. Muitos caminhantes de todas as idades e, uma vez mais, também muitos turistas, certamente oriundos dos 3 cruzeiros atracados na nova Gare Marítima. Muita vida, sem dúvida! Muita gente a caminhar à descoberta, a contemplar, a passear ou a passar, simplesmente! Vale a pena, sem dúvida! Mas com tanta gente a andar chegamos a ter zonas congestionadas, a meu ver sem necessidade. Porque temos uma esplanada em cima do passeio pertencente ao Bar Vermelhinho ou Verdinho (o que fica acima da Marina)? Existe tanto espaço vazio no terraço dos espaços comerciais da Marina que poderiam ser mais bem aproveitados do que se colocar uma esplanada com os respectivos guarda sóis num passeio que já de si é pequeno para o movimento que recebe diariamente Sugestão: 3. Fica a sugestão que julgo seria mais benéfica para todos, quer para o bar quer para quem por lá passa. Ainda no capítulo dos passeios, julgo que há um projecto para o alargamento do passeio entre a Praça do Mar e a Marina, que tanto precisa pois estes 50mts, dada o fluxo de pessoas que por lá passa, até é perigoso dada a proximidade da estrada, como é evidente para todos.

Friday, March 23, 2012

A Pontinha: a porta de entrada marítima (Sugestão: dia 2)



Continuando da senda das caminhadas pela baixa funchalense, cheguei à Gare Marítima vulgo Pontinha, através de um percurso muito agradável com floreiras muito bem cuidadas (bela montra) mas chamou-me à atenção as pinturas típicas nas paredes das marinas e portos feitas pelos barcos que os visitam. Contudo à saída da gare, os visitantes dão de caras com umas pinturas, 3 ou 4, realizadas pelo "Inácio" que tentam dar um ar da sua graça (eu, em particular não o achei). Não sei quem é o autor nem ponho em causa o seu estilo mas julgo que estamos perante uma oportunidade. Estas paredes estão despidas e podiam, digo eu, também de ser uma montra de arte e informação sobre a ilha que acabam de atracar. Um pouco à semelhança do que ocorre com as Portas na Zona Velha, Sugestão: dia 2, porque não ilustrar o muro da Pontinha por diferentes artistas, pinturas o sobre o que esta ilha tem de único, como seja, a Laurissilva, as levadas, o mar, as ondas do Jardim do Mar, a zona histórica da cidade do Funchal, os miradouros, a areia do Porto Santo, o cabo Girão, a reserva do Garajau...todos estes e muitos outros segredos desta pérola do Atlântico devem ser revelados a quem nos visita.


Wednesday, March 21, 2012

A Primavera que chegou aos 40 (Sugestão: dia 1)




Hoje fui sentir o acordar da baixa da cidade, junto ao mar. Cruzei-me com os atarefados e atrasados a caminho do trabalho, ou os que como eu foram, simplesmente, caminhar. Mas ao contrário dos habitues, eu senti-me à descoberta, observando tudo à minha volta como se fôsse a primeira vez, como se fôsse um turista. É um facto de que o Funchal e a sua baixa é uma zona muito agradável para passear e desfrutar. O mar mesmo ali, os jardins bem cuidados, os bancos para descansar e admirar, os passeios largos, a luz que esta cidade oferece, o perfume da maresia...A Primavera chegou! Um bando de andorinhas sobrevoava o quarteirão, que vai da Pizza Hut à Tap. Uma hora a caminhar entre a Barreirinha, a Pontinha e novamente a Barreirinha. Deu ainda para ver o início da retirada das terras das "lombas" no jardim do Almirante Reis. Mas o que mais me despertou foram os únicos dois bancos forrados a azulejos com imagens antigas sobre a nossa história. Julgo que são espaços únicos onde se valorizam a arte da pintura nos azulejos, a promoção da história da ilha e se convida a descansar e admirar o mar que nos envolve. Por isso, Sugestão: dia 1, apelo para que se criem mais bancos ao longo do muro da marginal. Eu estou disponível para colaborar a partir pedra. :)

Saturday, February 18, 2012

À nossa


O título deste texto é um slogan, facilmente identificável para quem reside por cá.

O slogan (frase com fim publicitário) funciona como elemento principal e diferenciador ajudando a realçar os atríbutos da marca.

É, normalmente, acompanhado de um logotipo, símbolo que serve de elemento identificador de um produto ou serviço e que, por sua vez identifica uma marca. Como diz Tom Peters a marca deve identificar não somente um “nome” mas preferencialemnte um “verbo”. Por exemplo, a marca Sony para além do nome identifica um estado de espírito, sonhar. Benetton = protestar; Apple = resistir; IBM = resolver; Nike = estimular.

Outros exemplos há em que foi o próprio slogan que ajudou a criar a imagem do produto/marca junto do seu consumidor: “Volvo for life” = fiabilidade e segurança, “Together, we can save a life” (Cruz Vermelha Norte Americana) = Juntos podemos salvar uma vida.

Um slogan deve se adequar ao consumidor e ser alterado de acordo com as mudanças desse target. Mas embora algumas marcas mudem os seus slogans, outras construíram uma ligação tão forte com eles que se tornou impossível separar o produto da frase, como é o caso da Nike.

Para melhor nos apercebermos da importância de um slogan na identificação de uma marca temos, alguns exemplos que facilmente identifica uma marca: “Connecting people”, “Viva o momento” as quais podem servir para acentuar a mensagem que se quer passar e que pode não ser suficiente apenas com uma imagem.

Mas não se esqueça de o registar. Com a importância deste instrumento na consagração de uma marca convém prevenir registando-o.

Wednesday, January 18, 2012

Inspire e..aspire.


No marketing, nada é mais importante que a coerência e sinergia nas acções. Actividades de marketing mal direccionadas geram apenas confusão na mente do consumidor.

Na construção de uma marca deve haver uma preocupação com as associações que a mesma carrega. Elas vão lá estar, mas a questão é saber se você consegue controlá-las de forma a que tragam o significado e a diferenciação que pretende, ou se vai deixar que elas surjam de uma maneira que não agregue à marca o suposto valor.

A identidade da uma marca tem de ser clara e única, e o posicionamento deve focalizar-se nos aspectos da identidade relacionados com a comunicação com os consumidores-alvo, visando a construção de uma imagem aspiracional, condizente com a identidade.


Mas o que é isso de “aspiracional”?

No marketing, uma marca aspiracional é uma marca que grande parte do mercado gostaria de possuir, mas por razões económicas ou de escassez do produto, não o pode fazer. Contudo, mantém-se como um desejo, ou como parte da “wishlist”.

A criação de uma marca/destino aspiracional demora, geralmente, muito tempo e acarreta um grande investimento.

Para que um destino se possa considerar aspiracional tem de manter um alto nível de qualidade e, acima de tudo, deve possuir uma imagem forte e marcante, facilmente identificável como o “objecto de desejo” para o seu mercado.

O destino Madeira e Porto Santo, por não ser um destino de massas e oferecer vivências únicas, tem todos os ingredientes necessários para se tornar aspiracional. No entanto, é necessário que se trabalhe a imagem e o posicionamento do destino. É necessário que se estabeleça uma identidade forte e coerente, e que uma vez estabelecida, seja mantida, cultivada e protegida.


O mercado tem de saber o que este destino representa, e isso tem de ser objecto de desejo do mercado! Porque, afinal de contas, podemos aspirar a sermos aspiracionais!

Wednesday, January 11, 2012

Lugares de Portugal - Toca a votar :)

Para votar basta pesquisar na "Galeria" por "Rota dos Miradouros da Madeira". Obrigado e Saudações da Rota dos Miradouros da Madeira em http://www.facebook.com/natgeo.pt?sk=app_259524064112714 by National Geographic



Sunday, December 18, 2011

Eu tenho um sonho.


Esta é a altura do ano propícia à reflexão e à definição de objectivos para o próximo ano, por isso resolvi aproveitar a quadra para deixar a minha mensagem para o ano de 2012.

Nas últimas semanas, das conversas mantidas com amigos e conhecidos retiro uma vontade e um acreditar que iremos ultrapassar os obstáculos que se avizinham, e que temos de fazer melhor e de forma mais justa. Senti também , e mais importante, um forte sentido de solidariedade. Contaram-me, por exemplo, que numa determinada localidade a carrinha que transportava os idosos das suas casas ao centro de dia avariou, e por falta de verba a mesma está parada, não podendo, assim, proporcionar a estas pessoas um dia mais feliz.

O grande líder Martin Luther King, Jr. tinha um sonho, que era que os seus filhos fossem julgados “pelo carácter e não pela cor”. Hoje em dia e na maior parte dos países civilizados o seu sonho foi concretizado, mas eu também tenho um sonho!

Que todas as crianças tenham o que comer, que tenham acesso à escola, que brinquem e sejam felizes. Que os jovens tenham emprego, casa, acesso à cultura e ao desporto. Que os mais idosos tenham acesso ao sistema de saúde e forma de pagar os seus medicamentos. Que...

Eu tenho esse sonho mas enquanto não conseguir fazer com tudo isso seja possível, acredito que, de alguma forma, posso contribuir para melhorar a vida de alguém. Eu nada percebo de mecânica por isso não consigo arranjar a carrinha, mas decerto conseguirei fazer outra coisa que alguém, em algum lado, precisa que seja feita. A cedência de um bocadinho do nosso tempo, entre todos nós, pode ser mais que suficiente para trazer de novo o sorriso a estes idosos, e aos jovens e às crianças que mais precisam.

Um sentido desejo de um Santo Natal e votos de um novo ano repleto de sorrisos solidários, para todos nós!

Friday, November 25, 2011

Unhate ou hate, eis a questão?!


Acho que é uma campanha à "Benetton" onde há um choque na forma como se passa a mensagem. Não deixa ninguém indiferente mas tenho dúvidas sobre qual a mensagem que a Benetton quer mesmo passar…se pretende mesmo apelar à união e paz entre os povos e religiões ou se pretende simplesmente chocar e dizer que só a Benetton o consegue fazer. Por uma questão de bom senso, vou acreditar que é mesmo uma mensagem de Unhate. Por isso considero uma campanha positiva. E tu o que achas?

Friday, November 18, 2011

Risoterapia


A pedido de várias famílias, passo do sorriso ao riso (esperemos) e, como tal, nada melhor do que aprofundar a temática do Humor. Começo por aconselhar a risoterapia, técnica mental que ensina a recuperar a nossa capacidade inata de rir e ser felizes, e é uma fonte inesgotável de saúde e bem-estar – está provado que o riso e a gargalhada trazem múltiplos e variados benefícios para a saúde.

Desde sempre, o humor tem estado associado à publicidade como forma de cativar a atenção do consumidor, e é utilizado por inúmeras marcas.

O humor mistura representações contraditórias e emoções dinâmicas. Pode ser de choque entre dois códigos de regras: o de um mundo quotidiano, previsível e seu oposto; de ruptura com padrões vigentes, de quebra com regras estabelecidas. Por outro lado, há a interpretação emocional, que entende o humor como libertação do sentimento de opressão; alívio de tensões e produção de prazer, tendo como resultado o riso.

Isto gera diferença, novidade, transgressão, mudança e, consequentemente, cativa o receptor. Pode-se dizer que se tende a não esquecer uma campanha com humor. Há quem diga, inclusive, que o humor é uma forma de tornar a vida mais leve e agradável.

Assim, e caso não possa investir numa das tais sessões de risoterapia, deixo-vos alguns exemplos, que espero que provoquem algumas gargalhadas:

“Funerária Táxi, Directo para o céu” (Portugal) / “Venha ao café do Zoológico Central Park. Deixe que, por uma vez, sejam os animais a vê-lo comer.” (Central Park Zoo; E.U.A.) / "Não acredito que comi isso tudo!" (Alka-Setzer; E.U.A.) / "Se só tenho uma vida, que a viva como loura!" (Tinta para cabelo Clairol; E.U.A.) / "Nós vendemos mais carros que a Ford, Chrysler, Chevrolet, e a Buick todos juntos." (carrinhos de brinquedo Matchbox; E.U.A.) / "Apenas 1 em cada 25 homens são daltónicos. Os outros apenas se vestem como se fossem.” (Fatos para homem Mohara; E.U.A.) / "Alguns dos nossos melhores homens são mulheres.” (Forças Armadas dos E.U.A.) / “cervejacoral.com tremoços”. (cerveja Coral; Madeira) / “Fale russo fluentemente, em minutos” (Vodka Eristoff; Chile).


Sem dúvida, que rir é o melhor remédio.

Monday, November 07, 2011

O Mercado da Saudade


No actual panorama a palavra globalização deixou de pertencer em exclusivo às empresas multinacionais e passou a estar ao alcance de todas as que pretendem apostar na internacionalização.

Porquê internacionalizar? De uma forma geral, a internacionalização surge quando se verifica que foram atingidos os objectivos no mercado onde estamos sedeados e existe ambição da empresa em continuar a crescer.

Existem diversas formas de o fazer, desde o franchising aos acordos com empresas ou outro tipo de parceria nos mercados de destino. Mas antes de se dar este passo é fundamental proceder-se a uma análise do mercado, dando especial enfoque a factores relacionados com questões legais (como o registo da marca), culturais e sócio/económicas (taxas aduaneiras, custos de transporte, entre outros).

Contudo, se o seu produto for “Made in Portugal”, existe outro factor a ter em conta que pode ser uma mais-valia para crescer além-fronteiras: o mercado da saudade.

Não nos podemos esquecer que Portugal é desde o século XV um país de emigrantes. Se tivermos em conta todos os emigrantes e seus descendentes, significa que estamos a falar de uma mercado internacional estimado em cerca de 5 milhões de consumidores com “saudades” dos produtos da sua terra Natal.

Cinco milhões de emigrantes e seus descendentes representam cerca de 50 por cento do mercado nacional. Portanto, este é um trunfo que as empresas portuguesas devem jogar quando cruzam fronteiras. Os emigrantes conhecem à partida as marcas nacionais, por isso não é preciso investir em comunicação para dar a conhecer um produto que acaba de chegar a um novo mercado. Além disso, os emigrantes estão normalmente predispostos a pagar mais para poderem “matar saudades” dos produtos da sua terra.

Por outro lado, muitos dos portugueses que vivem lá fora são também empresários nas mais diversas áreas, o que pode ser uma mais-valia no estabelecimento de parcerias comerciais fundamentais para a introdução de um produto no mercado estrangeiro.

Os principais mercados de destino dos emigrantes estão muito bem definidos: Estados Unidos da América, França, Brasil, Venezuela, Canadá, África do Sul, e Reino Unido, entre outros de menor dimensão.

Cabe à capacidade e ambição da gestão das empresas portuguesas, bem como à associação de entidades privadas e públicas obter condições de apoio à internacionalização, para que conquistem clientes internacionais com a etiqueta “made in Portugal”.

Na batalha de conquista, a sinergia entre empresas com vista à internacionalização é crucial para incrementar as vendas dos nossos produtos lá fora. Fica o desafio e orgulho em ambicionar ver os produtos portugueses, de qualidade sobejamente reconhecida, espalhados pelo Mundo fora.

in Hipersuper http://www.hipersuper.pt/2006/11/24/O_mercado_da_saudade/ in 2006

Tuesday, October 18, 2011

Sorria, não é pecado.


Estando eu à espera na fila para a caixa de um supermercado, aproveitava para ir divagando sobre o próximo livro que iria aprofundar (que embora editado em 2004 continua muito actual), “Os 10 pecados mortais do Marketing” de Phillip Kotler, quando de repente sou “acordado” e regresso à realidade, por um audível “Muito bom dia!” da menina da caixa, acompanhado por um grande e convicto sorriso. Bem, nesse mesmo momento “aquele” sorriso fez-me esquecer os minutos de espera e a pressa que tinha, e fez-me sorrir também, pensando para mim mesmo: “Que bom ver gente feliz a trabalhar e que contagia agradavelmente qualquer cliente.”

Mas que relação terá esta história com os 10 pecados mortais? Tudo ou quase tudo, com certeza! Sorrir, quando se tem pela frente um cliente, um turista, um outro interlocutor é a garantia que estará a se relacionar devidamente com a pessoa. Está a reforçar a criação de uma marca forte. Sim, porque o principal activo das empresas são as pessoas, e por outro lado as empresas não existirão sem clientes/pessoas. A sua marca/empresa ficará associada a pessoas simpáticas, de confiança e alegres, porque um sorriso é contagiante, mesmo que seja ao telefone.

Não custa nada, mas pode fazer a diferença. Além disso, sorrir faz bem à saúde pois liberta a endorfina responsável pela sensação de bem estar e o movimento muscular equivale a queimar 50 calorias (menos despesas com saúde e menos despesas em ginásios), por isso é só vantagens.

Não há ninguém que fique indeferente a um sorriso!