



Num estudo desenvolvido pela Havas em 2008, foi referido que “um produto de melhor qualidade” significa, para os consumidores, um compromisso para com o bom desenvolvimento do planeta e das pessoas.
A comparação entre um bem de luxo e um destino de luxo parece-me ser um bom exercício de reflexão para se fazer. Não sei se a Madeira será ou não um destino de luxo (para mim é pelo menos um luxo viver neste destino), mas podemos e devemos olhar para algumas características inerentes aos bens de luxo, para além do dado mais comum, que é o facto de não ser um bem para massas; e isso sem dúvida que nunca seremos.
O sector dos bens de luxo viveu, até há pouco tempo, à margem das novas tecnologias incluindo a internet. Mas os tempos mudaram e projectos de sucesso, tal como, o Net à porter fizerem inverter os hos , gos verter os hal como o N de sucesso tal como o net rnet. mas nto ábitos. O site “ The art of a trench “, pela Burberry é um bom exemplo desta mudança. Ou seja, o suporte nas novas tecnologias para promover uma marca/destino é fundamental, desde que o seja de forma diferenciada e eficiente.
O consumidor deste tipo de bens está, segundo os especialistas, interessado em saber qual o impacto que o bem tem ao nível da saúde, como são os caso dos produtos alimentares ou cosméticos, bem como ao nível da protecção do meio ambiente, sendo os que respeitam estes valores, considerados os melhores produtos. Um micro destino que promove a natureza, como é o caso da Madeira, tem de praticar a aplicação desses valores que promove. Não é necessário limitar o número de visitantes como em Fernando Noronha, pelo menos para já, mas é necessário que se aplique medidas rígidas que garantam a sustentabilidade do nosso destino.
Muito embora não seja ainda um destes ecodestinos, a Madeira tem todas as potencialidades para lá chegar, no entanto, há que começar a implementar métodos rígidos que permitam controlar o impacto das acções e intervenções humanas, e ao mesmo tempo potenciar e dinamizar os pontos fortes de um destino deste tipo.
Eu nunca estive no hotel Fairmont na Florida mas tenho certeza que gostaria de lá ficar. Porquê? Porque a Porsche dos Estados Unidos permite, a convidados seleccionados, usar os seus carros com quilometragem ilimitada durante a sua estada. Assim o cliente acaba por experimentar o produto antes de comprar. O conceito é chamado de tryvertising.
É prática cada vez mais comum envolver empresas, dando produtos de oferta para hotéis, companhias aéreas ou cruzeiros, de modo que os convidados possam testá-los. É uma situação em que todos ganham: os hotéis/companhias aéreas/cruzeiros reduzem despesas e custos; os fabricantes cativam o mercado e os consumidores ficam satisfeitos.
O tryvertising procura formas de familiarizar o consumidor com as novidades do mercado através da sua utilização, integrando os novos produtos/serviços no seu dia-a-dia de forma estimulante e diferenciada. É uma maneira de levar o consumidor a experimentar sem se sentir pressionado.
É uma mistura de "experimentar" e de "publicidade" mas, sobretudo, é aproveitar a primazia da importância da experimentação sobre a mensagem.
A Sony tem cada quarto dos hotéis Brighton's Pelirocco, equipado com uma PlayStation. A Brand Connections, que cria estas ofertas, explica aos clientes: "O seu público-alvo é saudado com o produto logo no primeiro dia de férias, fora do seu ambiente natural, num ambiente relaxado e sem pressas, e terá sete dias para experimentar, sem pressões, o seu produto, formando gradualmente uma opinião e criando uma habituação com a sua marca.”
O grupo hoteleiro Porto Bay criou com sucesso o ON que proporciona aos seus clientes, e não só, a possibilidade de viver experiências únicas com as mais diversas formas de cultura made in Madeira.
Com a actual atmosfera económica de maior contenção, racionalização dos custos, competição pelos melhores clientes e sua fidelização obriga a alterações na visão e actuação das empresas. O denominador comum deve ser a orientação para o cliente.
O relacionamento com os clientes assume hoje ainda maior destaque. A adaptação da estrutura das empresas e modelos de gestão na orientação para o cliente é cada vez mais condição essencial para o sucesso do negócio.
O conhecido CRM (Customer Relationship Management) ou gestão do relacionamento com o cliente pode marcar a diferença.
O CRM para além de um conceito estratégico perfeitamente identificado como vital para o negócio, inclui também, um conjunto de aplicações e serviços ligados a metodologias centradas no cliente e através de aplicações informáticas podem-se mais facilmente sustentar a gestão do ciclo de vida de um cliente.
É necessário valorizar cada cliente. Trata-se de um processo de variedades interactivas que também visa responder à variedade de novos segmentos de mercado/clientes com ofertas diferenciadas. Tudo isto deverá ser suportado por sistemas de informação parametrizados e implementados de forma a permitir que a organização conheça as diversas interacções que com ela estabelecem os seus clientes, não apenas numa perspectiva comercial mas também relacional.
No entanto, também é inevitável olhar para dentro da sua empresa e programá-la por forma a focar o seu activo humano na satisfação das necessidades dos seus clientes. Por isso, a importância de fazer com que os seus colaboradores embebam esta forma de estar é também vital para o sucesso deste processo.
“What helps people, helps business.”, por Leo Burnett, assim já escrevia este reconhecido estratega em marketing.
Quer isto dizer que o turista não é só quem vem de fora. Os residentes na Madeira e Porto Santo são uma fatia muito importante e fundamental no sector do turismo. Estão por cá quase todo o ano, sendo por isso o nicho de Mercado que poderá atingir as maiores taxas de repetição.
O nível de qualidade do nosso serviço/produto deve ser sempre o melhor para o nosso cliente seja ele de fora ou de cá de dentro. Apesar de terem características diferentes, os residentes são também potenciais turistas/clientes do sector.
Somos conhecidos por bem receber e prestar um bom serviço por isso temos de o fazer também para quem cá está o ano todo. Nestas alturas de alguma contensão esta regra poderá ser uma grande ajuda.
A restauração, a hotelaria, os serviços de animação, culturais e todos os outros ligados ao Turismo que criem sinergias, inovem e cativem os turistas de cá de uma forma pensada e não acidental, pois somos cerca ¼ de milhão de potenciais prescritores e “repetidores”.
A moda dos chamados “city breaks” veio para ficar. As breves visitas a cidades que oferecem outras experiencias para além do sol e praia, como sejam de cultura, saúde e lazer, são cada vez mais procuradas, especialmente por turistas mais jovens. São os exemplos das cidades de Palma de Maiorca, Tenerife ou Barcelona, só para mencionar algumas das mais próximas.

O Marketing positivo pode ser definido como um instrumento que visa auxiliar na apresentação de um determinado produto ou serviço ao seu potencial público consumidor. Serve para mostrar as diferenças de um produto em relação ao dos seus concorrentes e, para amenizar ou inverter a imagem que se tem do mesmo.
Este tema foi relembrado pela Directora Regional do Turismo numa das últimas conferências na UMa quando apelou para que todos nós também sejamos embaixadores na promoção positiva da Madeira.
Como? Todos nós podemos contribuir para tal, sem qualquer dúvida, e das mais variadas formas. Quer no boca-a-boca, quer nos posts que colocamos nas redes sociais, quer através do viver ou reviver de experiências.
As nossas ilhas são um embrião imenso de vivências únicas. Repare em alguns exemplos:
Sabia que no Porto Santo as areias, as argilas, as águas de nascente, a água do mar e os produtos hortícolas e frutícolas possuem características químicas únicas no Mundo, que beneficiam principalmente pessoas com doenças do foro reumático, fisiátrico e ortopédico?
Sabia que a ilha da Madeira é um dos lugares do Mundo com o maior índice de fitodiversidade, ou seja, a maior diversidade de plantas por km2?
Sabia que a floresta natural da Madeira constitui a maior mancha de Laurissilva do Mundo?
Sabia que o Cabo Girão, com 580 metros de altura sobre o mar, é o mais elevado da Europa e o segundo maior do mundo?
Sabia que a reserva do Garajau é a unica em Portugal exclusivamente marinha?
Sabia que na Madeira se avistam mais espécies (28 no total) de golfinhos e baleias do que nos Açores?
Passe palavra a todo o Mundo pois há “segredos” que merecem ser revelados.
Depois de um ano difícil para o destino Madeira, e antevendo-se um 2011 complicado, apetece “saltar” já para 2012, na esperança da chegada de melhores dias.
Como isso não é possível, e até porque os madeirenses não são pessoas de virar a cara aos desafios, 2011 deverá ser encarado como um ano adverso, mas não intrasponível.
A Madeira, como destino turístico, deve se preocupar em inovar diante das mudanças em processo na economia e lucrar com elas.
Por exemplo, não se deve cortar, simplesmente, no investimento publicitário pois o silêncio de uma marca será aproveitado por um dos seus concorrentes.
No actual cenário de dificuldade, a utilização do meio de publicidade digital pode se converter em oportunidade. Não é à toa que é um tema cada vez mais abordado em debates sobre o sector do turismo.
A internet e seus “derivados” (redes sociais, blogues,..) possibilitam monitorizar de perto a resposta do consumidor aos anúncios, contabilizando o número de cliques e de outras acções online, ou seja, é mensurável. Pode ser dirigida a públicos mais específicos, em qualquer parte do Mundo, ou seja, não precisamos de nos deslocar (evitando os custos que isso acarreta) e além disso podemos atingir o público alvo que definirmos. Além disso, é mais barato per view e permite atingir um R.O.I. superior.
Contudo apesar de todas estas vantagens, exige um acompanhamento e actualização constante, como nunca até agora outro media o exigiu.
Antes de finalizar, desejo a todos os leitores e seus familiares um Santo Natal e que o Novo Ano seja “like”.
Na comunicação, a cor tem uma função bem definida e específica, deve ajudar na clareza da mensagem a ser transmitida. A sua utilização em comunicação, funciona como uma ferramenta de grande importância que actua, consciente e inconscientemente, sobre os consumidores. A cor, às vezes, cria o clima desejado, fala por si só e permeia a identidade da marca.
E qual a cor do destino Madeira? A começar pelo nome desta região, Madeira, está implicito vegetação. Se complementarmos com o feed back que surgem dos estudos realizados a quem nos visita, destaca-se a natureza como uma mais valias do destino. Será o verde a cor do destino? Penso que sim. Saúde, plantas e vegetais, são palavras que se associam ao verde e que identificam o destino.
Mas será que estamos a preservar devidamente a “cor” do nosso destino?
A preocupação com o meio ambiente, felizmente, começa a ser generalizada entre a comunidade, cidadãos, empresas e organismos públicos, e é hoje um assunto constantemente discutido por parte de todos os intervenientes.
Mas sendo um tema que motiva a colisão entre diferentes interesses, urge satisfazer todos estes interesses, mas com um fim comum: o bem-estar social e a imagem do destino, que nunca deverá ser posta em causa.
Existem alguns bons exemplos no sentido de se reconhecer e fomentar as boas práticas ambientais no sector do turismo. Que se reforce, valorize e controle estes e outros bons exemplos. Protegendo o nosso “verde” estaremos a proteger o destino Madeira.
O turismo é hoje uma das maiores fontes de emprego e de crescimento económico no Mundo em que vivemos.
Por tal, os destinos de todas as dimensões dão por si a competir ferozmente por mais visitantes, por mais investimentos. Os potenciais clientes têm hoje em dia um leque alargado de lugares com mensagens tentadoras, passíveis de escolha.
O destino tornou-se fundamental para a experiência de evasão. Deste modo, escapar à vida quotidiana e escolher um destino tendem a tornar-se motivos secundários na decisão, o turista é motivado mais pela possibilidade de vivenciar uma “personagem diferente” através da imersão nas actividades do destino.
No entanto, existe um problema no turismo. Para que as experiências de viagemvsejam contextualizadas, autênticas, sustentáveis, exequíveis e valiosas, tanto para visitantes como visitados, a criatividade é um dever! É necessária uma perspectiva inovadora que veja o turismo como uma rede de experiências e ambientes.
Vejamos o que se faz lá fora de bom e enquadremos na nossa oferta de forma a proporcionar mais valias a quem nos visita e em simultâneo proporcionar-se-ão novas oportunidades de negocio.
Facilite-se, com regras, a iniciativa privada por forma a rentabilizar o que de único temos.
Quer no mar, em terra ou no ar, existem imensas oportunidades a desenvolver.
É nas alturas de crise que surgem os melhores investimentos mas faça-o com criatividade.
Prentice (2004) discutiu vários modelos convincentes de motivações turísticas que se acreditam moldar a experiência do turista, e concluiu que a experiência do turismo e as motivações são tão diversas como a características dos destinos e turistas.
O posicionamento da Madeira deverá basear-se na harmonia entre a “tradição” (é um
Enquanto o branding tem sido aplicado a produtos de consumo há décadas, o conceito estratégico de aplicar o branding a países, cidades e regiões, na realidade apareceu apenas durante meados dos anos 90, de modo a ajudá-los a competir mais eficazmente, num ambiente de marketing cada vez mais competitivo.