Monday, June 20, 2011

Semilha frita, sff.



Um destes dias fui almoçar a um restaurante na zona do Estreito de Câmara de Lobos, conhecido pela sua apetitosa espetada, e quando estava a escolher o acompanhamento o empregado pergunta: “Quer semilha frita da Madeira ou da outra?”. Bem, foi a primeira vez que presenciei um restaurante evidenciar o facto de utilizar a semilha, um dos produtos produzidos cá, na sua ementa, mas posso confirmar que optei pela semilha frita da Madeira e foi sem qualquer dúvida a melhor e mais saborosa opção.

Esse momento fez-me despertar para a importância e oportunidade que todos nós consumidores, clientes ou simplesmente cidadãos, madeirenses, portossanteses ou residentes no arquipélago, devermos olhar com mais atenção para o que é feito por cá.

Apesar de sempre ter defendido o consumo dos produtos madeirenses e portossanteses julgo que é altura de o fazer com ainda mais convicção.

Não sou contudo apologista de, só pelo facto de ser regional, que devemos comprar ou experimentar qualquer produto que nos apareça pela frente. Não. Devem ser sempre garantidas todas as normas de qualidade e higiene, e as condições comerciais devem ser competitivas.

Estes produtos e serviços vão desde os bens de consumo de primeira necessidade, como os legumes, a carne ou peixe, até serviços de bem estar como seja a hotelaria - Faça férias cá dentro - entre muitos outros.

Com o consumo dos produtos/serviços regionais está ajudar a dinamizar a economia local, a contribuir para a manutenção do emprego, e ainda se torna mais amigo do ambiente, pois quanto mais distante é o local de origem do produto, mais combustível consome até chegar às suas mãos, e consequentemente maior o nível de poluição produzida.

O que é nosso é bom!

Wednesday, May 18, 2011

CRM


Com a actual atmosfera económica de maior contenção, racionalização dos custos, competição pelos melhores clientes e sua fidelização obriga a alterações na visão e actuação das empresas. O denominador comum deve ser a orientação para o cliente.

O relacionamento com os clientes assume hoje ainda maior destaque. A adaptação da estrutura das empresas e modelos de gestão na orientação para o cliente é cada vez mais condição essencial para o sucesso do negócio.

O conhecido CRM (Customer Relationship Management) ou gestão do relacionamento com o cliente pode marcar a diferença.

O CRM para além de um conceito estratégico perfeitamente identificado como vital para o negócio, inclui também, um conjunto de aplicações e serviços ligados a metodologias centradas no cliente e através de aplicações informáticas podem-se mais facilmente sustentar a gestão do ciclo de vida de um cliente.

É necessário valorizar cada cliente. Trata-se de um processo de variedades interactivas que também visa responder à variedade de novos segmentos de mercado/clientes com ofertas diferenciadas. Tudo isto deverá ser suportado por sistemas de informação parametrizados e implementados de forma a permitir que a organização conheça as diversas interacções que com ela estabelecem os seus clientes, não apenas numa perspectiva comercial mas também relacional.

No entanto, também é inevitável olhar para dentro da sua empresa e programá-la por forma a focar o seu activo humano na satisfação das necessidades dos seus clientes. Por isso, a importância de fazer com que os seus colaboradores embebam esta forma de estar é também vital para o sucesso deste processo.

“What helps people, helps business.”, por Leo Burnett, assim já escrevia este reconhecido estratega em marketing.

Monday, April 18, 2011

Turista acidental


A definição de turista pela Organização Mundial do Turismo diz que este é um visitante que se desloca voluntariamente por período de tempo igual ou superior a vinte e quarto horas para local diferente da sua residência e do seu trabalho sem, este ter por motivação, a obtenção de lucro.

Quer isto dizer que o turista não é só quem vem de fora. Os residentes na Madeira e Porto Santo são uma fatia muito importante e fundamental no sector do turismo. Estão por cá quase todo o ano, sendo por isso o nicho de Mercado que poderá atingir as maiores taxas de repetição.

O nível de qualidade do nosso serviço/produto deve ser sempre o melhor para o nosso cliente seja ele de fora ou de cá de dentro. Apesar de terem características diferentes, os residentes são também potenciais turistas/clientes do sector.

Somos conhecidos por bem receber e prestar um bom serviço por isso temos de o fazer também para quem cá está o ano todo. Nestas alturas de alguma contensão esta regra poderá ser uma grande ajuda.

A restauração, a hotelaria, os serviços de animação, culturais e todos os outros ligados ao Turismo que criem sinergias, inovem e cativem os turistas de cá de uma forma pensada e não acidental, pois somos cerca ¼ de milhão de potenciais prescritores e “repetidores”.

Wednesday, April 06, 2011

Friday, March 18, 2011

Madeira breaks


O modelo de sol e praia usado por muitos destinos turísticos está, em alguns casos, a perder cada vez mais atractividade. Muitos destes destinos sofreram abusos ecológicos no seu litoral sem possibilidade de inversão, e além disso o perfil de algum tipo de turista posiciona-se num quadrante mais educacional, onde não se pretende somente desfrutar a praia mas também viver uma(s) experiência(s) mais instrutiva(s).


A moda dos chamados “city breaks” veio para ficar. As breves visitas a cidades que oferecem outras experiencias para além do sol e praia, como sejam de cultura, saúde e lazer, são cada vez mais procuradas, especialmente por turistas mais jovens. São os exemplos das cidades de Palma de Maiorca, Tenerife ou Barcelona, só para mencionar algumas das mais próximas.

Ao contrário da praia, as experiências culturais podem ser vividas durante todo o ano e além disso trazem, por comparação, vantagens económico-financeiras para o comércio local. No nosso caso em particular, e sendo mais um destino de natureza do que de praia, há também um potencial sub-aproveitado em termos de roteiros culturais. Há que aproveitar os bons exemplos que temos, como os 12 Roteiros Turistico Culturais da cidade do Funchal, as estruturas arqueológicas do Solar do Ribeirinho, o Centro das Artes “Casa das Mudas”, a Casa Museu Cristóvão Colombo, O Centro Ciência Viva do Porto Moniz, o Roteiro Histórico/Cultural de Santa Cruz e o Parque Temático, para mencionar apenas alguns.

Friday, February 18, 2011

Marketing positivo


O Marketing positivo pode ser definido como um instrumento que visa auxiliar na apresentação de um determinado produto ou serviço ao seu potencial público consumidor. Serve para mostrar as diferenças de um produto em relação ao dos seus concorrentes e, para amenizar ou inverter a imagem que se tem do mesmo.

Este tema foi relembrado pela Directora Regional do Turismo numa das últimas conferências na UMa quando apelou para que todos nós também sejamos embaixadores na promoção positiva da Madeira.

Como? Todos nós podemos contribuir para tal, sem qualquer dúvida, e das mais variadas formas. Quer no boca-a-boca, quer nos posts que colocamos nas redes sociais, quer através do viver ou reviver de experiências.

As nossas ilhas são um embrião imenso de vivências únicas. Repare em alguns exemplos:

Sabia que no Porto Santo as areias, as argilas, as águas de nascente, a água do mar e os produtos hortícolas e frutícolas possuem características químicas únicas no Mundo, que beneficiam principalmente pessoas com doenças do foro reumático, fisiátrico e ortopédico?

Sabia que a ilha da Madeira é um dos lugares do Mundo com o maior índice de fitodiversidade, ou seja, a maior diversidade de plantas por km2?

Sabia que a floresta natural da Madeira constitui a maior mancha de Laurissilva do Mundo?

Sabia que o Cabo Girão, com 580 metros de altura sobre o mar, é o mais elevado da Europa e o segundo maior do mundo?

Sabia que a reserva do Garajau é a unica em Portugal exclusivamente marinha?

Sabia que na Madeira se avistam mais espécies (28 no total) de golfinhos e baleias do que nos Açores?

Passe palavra a todo o Mundo pois há “segredos” que merecem ser revelados.

Tuesday, February 08, 2011

Madeira ®


O branding sempre foi aplicado a produtos de consumo. O conceito estratégico de o aplicar a destinos apareceu apenas durante os anos 90, de modo a ajudá-los a competir mais eficazmente, num ambiente de marketing cada vez mais competitivo.
Nesta era de super-marcas pode parecer estranho considerar uma cidade, região ou país como uma marca, mas quando fazemos escolhas, todos optamos por determinada marca por algum motivo - “Uma marca tem de parecer um amigo” Howard Schultz (Starbucks).
Destinos de todo o globo (inclusive da Lua) estão a usar o poder da marca para promover os valores indígenas dos seus patrimónios, culturas, economias, ambientes, etnias e histórias.
Mas determinar uma identidade genuína não é um processo simples.
Os locais estão a aumentar a sofisticação da sua oferta em todo o ciclo do turista (notoriedade, motivações, acessibilidade, experiência local) para atrair e fidelizar cada vez mais. Observa-se um esforço dos destinos na realização de eventos mediáticos, no sentido de aumentar os níveis de notoriedade. Esta concorrência faz com que seja importante, independentemente da dimensão ou composição do destino, diferenciar-se e comunicar aspectos que são relevantes e valorizados, centrados numa experiência emocional e memorável.
O grande desafio será definirmos porque parâmetros queremos ser conhecidos como destino, como podemos sobressair na “multidão” e, naturalmente, que pensamentos e sentimentos queremos provocar, quando as pessoas são expostas ao nosso nome.

Tuesday, December 21, 2010

Bem vindo 2012

Depois de um ano difícil para o destino Madeira, e antevendo-se um 2011 complicado, apetece “saltar” já para 2012, na esperança da chegada de melhores dias.

Como isso não é possível, e até porque os madeirenses não são pessoas de virar a cara aos desafios, 2011 deverá ser encarado como um ano adverso, mas não intrasponível.

A Madeira, como destino turístico, deve se preocupar em inovar diante das mudanças em processo na economia e lucrar com elas.

Por exemplo, não se deve cortar, simplesmente, no investimento publicitário pois o silêncio de uma marca será aproveitado por um dos seus concorrentes.

No actual cenário de dificuldade, a utilização do meio de publicidade digital pode se converter em oportunidade. Não é à toa que é um tema cada vez mais abordado em debates sobre o sector do turismo.

A internet e seus “derivados” (redes sociais, blogues,..) possibilitam monitorizar de perto a resposta do consumidor aos anúncios, contabilizando o número de cliques e de outras acções online, ou seja, é mensurável. Pode ser dirigida a públicos mais específicos, em qualquer parte do Mundo, ou seja, não precisamos de nos deslocar (evitando os custos que isso acarreta) e além disso podemos atingir o público alvo que definirmos. Além disso, é mais barato per view e permite atingir um R.O.I. superior.

Contudo apesar de todas estas vantagens, exige um acompanhamento e actualização constante, como nunca até agora outro media o exigiu.

Antes de finalizar, desejo a todos os leitores e seus familiares um Santo Natal e que o Novo Ano seja “like”.

Thursday, November 18, 2010

A cor do destino Madeira

Na comunicação, a cor tem uma função bem definida e específica, deve ajudar na clareza da mensagem a ser transmitida. A sua utilização em comunicação, funciona como uma ferramenta de grande importância que actua, consciente e inconscientemente, sobre os consumidores. A cor, às vezes, cria o clima desejado, fala por si só e permeia a identidade da marca.

E qual a cor do destino Madeira? A começar pelo nome desta região, Madeira, está implicito vegetação. Se complementarmos com o feed back que surgem dos estudos realizados a quem nos visita, destaca-se a natureza como uma mais valias do destino. Será o verde a cor do destino? Penso que sim. Saúde, plantas e vegetais, são palavras que se associam ao verde e que identificam o destino.

Mas será que estamos a preservar devidamente a “cor” do nosso destino?

A preocupação com o meio ambiente, felizmente, começa a ser generalizada entre a comunidade, cidadãos, empresas e organismos públicos, e é hoje um assunto constantemente discutido por parte de todos os intervenientes.

Mas sendo um tema que motiva a colisão entre diferentes interesses, urge satisfazer todos estes interesses, mas com um fim comum: o bem-estar social e a imagem do destino, que nunca deverá ser posta em causa.

Existem alguns bons exemplos no sentido de se reconhecer e fomentar as boas práticas ambientais no sector do turismo. Que se reforce, valorize e controle estes e outros bons exemplos. Protegendo o nosso “verde” estaremos a proteger o destino Madeira.

Monday, October 18, 2010

Criatividade em tempo de crise

O turismo é hoje uma das maiores fontes de emprego e de crescimento económico no Mundo em que vivemos.

Por tal, os destinos de todas as dimensões dão por si a competir ferozmente por mais visitantes, por mais investimentos. Os potenciais clientes têm hoje em dia um leque alargado de lugares com mensagens tentadoras, passíveis de escolha.

O destino tornou-se fundamental para a experiência de evasão. Deste modo, escapar à vida quotidiana e escolher um destino tendem a tornar-se motivos secundários na decisão, o turista é motivado mais pela possibilidade de vivenciar uma “personagem diferente” através da imersão nas actividades do destino.

No entanto, existe um problema no turismo. Para que as experiências de viagemvsejam contextualizadas, autênticas, sustentáveis, exequíveis e valiosas, tanto para visitantes como visitados, a criatividade é um dever! É necessária uma perspectiva inovadora que veja o turismo como uma rede de experiências e ambientes.

Vejamos o que se faz lá fora de bom e enquadremos na nossa oferta de forma a proporcionar mais valias a quem nos visita e em simultâneo proporcionar-se-ão novas oportunidades de negocio.

Facilite-se, com regras, a iniciativa privada por forma a rentabilizar o que de único temos.

Quer no mar, em terra ou no ar, existem imensas oportunidades a desenvolver.

É nas alturas de crise que surgem os melhores investimentos mas faça-o com criatividade.

Friday, May 21, 2010

À distância de uma olhar

Nenhuma palavra traduziria tão bem a beleza que se oferece nos miradouros madeirenses.
Graças ao seu relevo, a ilha da Madeira possui vários locais privilegiados para contemplar magníficas vistas.
De todos estes magníficos espaços, que o silêncio habita, se desfrutam os mais largos panoramas e tão largos que de quase todos podemos abarcar a totalidade da paisagem se os nossos olhos a percorrerem num movimento de 360 graus.
Alguns foram construídos estrategicamente, para que os seus visitantes possam desfrutar de panoramas inesquecíveis, pontos ideais para observar a força da natureza presente nesta região.
A este espaço reserva-se o direito de promover o que de mais espectacular nos oferecem os nossos miradouros!
Envia histórias, experiências e fotografias de vistas, de paisagens que melhor representem o facto de sermos a Pérola do Atlântico. Única, autêntica e de todos nós!
Consulta http://rotadosmiradourosdamadeira.blogspot.com/

Friday, April 30, 2010

Brevemente

Estejam atentos...brevemente...um olhar diferente sobre a Madeira...para além do que a vista alcança...;)

Friday, February 20, 2009

Hotelaria: Diferenciação em tempo de crise

O turismo é hoje uma das maiores fontes de emprego e de crescimento económico no Mundo em que vivemos. O futuro chegou e, com ele o turismo ganhou importância.
Façamos um teste para comprovar a sua importância: perguntemos a qualquer pessoa que faria caso ganhasse um prémio do euromilhões, por exemplo. A maioria responderá, concerteza, que irá viajar.
Além de ser um sonho, as pessoas têm variados motivos para viajar: negócios, lazer, saúde, cultura, desporto, religião entre outros.
Por tal, os destinos de todas as dimensões dão por si a competir ferozmente por mais visitantes, por mais investimentos. Os potenciais clientes têm hoje em dia um leque alargado de lugares com mensagens tentadoras, passíveis de escolha.
O destino tornou-se fundamental para a experiência de evasão. Deste modo, escapar à vida quotidiana e escolher um destino tendem a tornar-se motivos secundários na decisão, o turista é motivado mais pela possibilidade de vivenciar uma “personagem diferente” através da imersão nas actividades do destino.
Este comportamento do cliente na sociedade tem sido reconhecido por diversos autores.
Um dos primeiros exemplos é o livro de Alvin Toffler, “Future Shock”, que Pine e Gilmore citam em seus trabalhos.
Em 1971, Toffler falou sobre a próxima "indústria da experiência", no qual as pessoas no "futuro", estariam dispostas a alocar elevadas percentagens de seus salários para viver incríveis experiências.Prentice (2004) discutiu vários modelos convincentes de motivações turísticas que se acreditam moldar a experiência do turista, e concluiu que a experiência do turismo e as motivações são tão diversas como a características dos destinos e turistas.
O turismo é o exemplo perfeito da economia da experiência (experience economy). Ou melhor, o turismo é a sociedade experimental!
A comunicação dos consumidores de hoje sobre si próprios, é cada vez mais expressa no turismo, através da procura de cada vez mais experiências únicas com que as pessoas criam sua história pessoal, para, no limite, aumentar a qualidade da sua vida.
No entanto, existe um problema no turismo. Para que as experiências de turismo sejam contextualizadas, autênticas, sustentáveis, exequíveis e valiosas, tanto para visitantes como visitados, a criatividade é um dever! Em vez dos tradicionais fornecedores cuja perspectiva é a "sobrevivência do mais forte”, é necessária uma perspectiva inovadora que veja o turismo como uma rede de experiências e ambientes.
A nova realidade mundial, já muito percebida por outros hotéis lá fora, obriga que os hotéis ajustem e criem novos serviços que vão de encontro às novas expectativas do turista, que deverá estar assente numa constante diferenciação e no explorar e proporcionar vivências aos seus hóspedes, que farão da sua estada numa experiência única.
Os hotéis são por si só parte integrante de um qualquer destino turístico. Não devem nem podem estar alheios às novas tendências, que os seus clientes irão procurar e valorizar.
A sua importância como elemento diferenciador de um destino tem de ser assumida de forma clara, e tem de ser posta em prática.
A maioria dos serviços oferecidos é a mesma que se verificava há 10 anos atrás. E num panorama globalizado e, cada vez mais, feroz na procura de turistas, há que estar constantemente atento às tendências do mercado, para que não se “perca o barco”.
A abrangência esperada de serviços prestados pelas unidades hoteleiras é agora muito maior.
O hóspede espera do hotel muito mais do que “alojamento”. Exige um serviço facilitador e potenciador do sucesso da estadia.
A indústria de hotelaria deverá entender a urgência da evolução de uma oferta de serviços para a oferta de experiências…E é aqui que entra a experience economy!
A nova cultura hoteleira, tem de ajustar a sua intervenção: Encenar, oferecer momentos memoráveis, “pessoais”, vividos num período de tempo limitado, em que o hotel passa a ter o papel de “encenador” e o cliente deverá sentir-se como “convidado porque as sensações são o que realmente conta para o consumidor actual (Fonte: The experiencial economy, B. Joseph Pine II and James H. Gilmore).
O consumidor actual, mais do que alojamento, valoriza uma experiência de estadia
A oferta deverá ser ter em consideração quer a experiência de estadia numa perspectiva de vivência do hotel (inside experience) quer a experiência de estadia numa perspectiva de interligação com o destino (outside experience).
O futuro da indústria hoteleira passará a deter um estatuto de key player na promoção turística das regiões e não o contrário.
A indústria hoteleira será uma indústria pioneira na entrada numa nova era económica: a experience economy e deverá ter um enorme potencial de proporcionar brand experiences aos seus clientes.

Thursday, August 07, 2008

A marca Madeira

Depois de me debruçar sobre a questão da importância do branding dos destinos, ocorre desafiar-me a pensar no que deverá a Marca Madeira ter em atenção no sentido de identificar os seus valores e diferenciar-se dos outros destinos do Mundo.

A Madeira é um destino onde sobressaem os seguintes pontos fortes: clima ameno todo o ano, património natural protegido (A Laurissilva representa 2/3 de toda a ilha e existem cerca de 4 reservas naturais quer em terra quer no mar), com um povo e suas tradições e a proximidade geográfica de parte substancial dos mercados emissores.

O posicionamento da Madeira deverá basear-se na harmonia entre a “tradição” (é um
destino turístico com mais de 200 anos) e a “modernidade” (necessária para proporcionar os melhores serviços e conforto aos turistas), integrados num ambiente “natural” (áreas protegidas, parque natural, Floresta Laurissilva). Assim deverá garantir a identificação e a diferenciação do destino Madeira, o que permitirá ao público situar a marca no universo de marcas semelhantes e distingui-la.
Comunicar de uma forma consistente, elegante e eficaz, com ênfase na Natureza, na Cultura, no Clima, na diversidade de produtos e actividades e na Animação.

A Marca Madeira é conhecida e internacionalmente reconhecida pela sua beleza natural, vegetação exuberante, relevo montanhoso, clima temperado e hospitalidade da sua população. Dadas as suas características físicas, o Arquipélago da Madeira é também um local de contrastes: mar e montanhas, campo e praia, águas transparentes e flores coloridas…

Explorar o facto desta ser uma ilha do Atlântico mas “fora” da Europa (estamos mais próximo de África do que da Europa), semi-tropical (sem a humidade dos destinos tropicais) com clima moderado, seguro, limpo, agradável e muito perto do centro da Europa.

A Madeira deve construir a sua marca como sendo um destino do Atlântico “fora” da Europa associando a humidade, os cheiros, a natureza (serra e mar), o povo acolhedor, as tradições locais e os eventos ao mesmo tempo que promove o relaxamento e a descoberta de curiosidades intrigantes.

Mas para que tudo isto seja reconhecido, forte e sustentável no longo prazo é necessário continuar a preservar o ambiente e o património cultural através de uma mensagem (com acções) clara e convicta quer aos olhos dos locais quer dos turistas.

Para finalizar, deixo no ar algumas ideias para promover a nossa ilha em exposições, feiras e afins.

Imagino as acções em feiras e workshops, com a reconstituição de uma levada onde corre água, onde se ouviria o som que se ouve nas nossas serras e sentiríamos o cheiro das nossas plantas (com a colocação do musgo e algumas plantas típicas da nossa Laurissilva), ou seja, através de marketing experiencial usando o sensorial, luz, som e cheiro.

Porque não oferecer numa embalagem amiga do ambiente um pouco do ar que se respira na Laurissilva, com o silêncio único…a cor e a luz, só ao vivo!

Além disso, já repararam que o formato da própria ilha da Madeira se assemelha com o formato de um peixe? Poderia ser feita uma aproximação entre essa forma e a riqueza e diversidade da nossa fauna marítima.

Wednesday, July 23, 2008

Branding dos destinos

Enquanto o branding tem sido aplicado a produtos de consumo há décadas, o conceito estratégico de aplicar o branding a países, cidades e regiões, na realidade apareceu apenas durante meados dos anos 90, de modo a ajudá-los a competir mais eficazmente, num ambiente de marketing cada vez mais competitivo.

Nesta era de super-marcas, pode parecer como estranha a noção de considerar uma cidade, estado, região ou país como uma marca. Nós compramos marcas porque gostamos delas, e elas tornam mais fáceis as nossas escolhas.

“Uma marca tem de parecer um amigo.” Howard Schultz (Starbucks)

Destinos de todas as dimensões dão por si a competir ferozmente por mais visitantes, por mais investimentos. Os potenciais clientes têm hoje em dia um leque alargado de lugares com mensagens tentadoras, passíveis de escolha.

Desde a Nova Zelândia até ao Canadá, países de todo o globo estão a capitalizar o poder da marca para promover os valores indígenas dos seus respectivos patrimónios, culturas, economias, ambientes, etnias e histórias.

Determinar uma identidade nacional genuína, no entanto, não é um processo simples.

Os países e as cidades estão a aumentar a sofisticação da sua oferta, competindo em todo o ciclo do turista (notoriedade, motivações, acessibilidade, experiência local) para atrair e fidelizar cada vez mais visitantes. Observa-se um esforço dos vários destinos na realização de eventos mediáticos, no sentido de aumentar os níveis de notoriedade.

Este aumento da concorrência faz com que seja importante para os lugares, independentemente da sua dimensão ou composição, diferenciar-se claramente e comunicar aspectos que são relevantes e valorizados. Ao invés da simples publicidade, este esforço centrado na marca deve transmitir uma experiência excepcional, memorável e emocional.

Noutras palavras, uma marca de uma cidade, país ou destino turístico não pode ser apenas um logo, mas deve consolidar as características essenciais da identidade individual num núcleo que é a marca. Como parte do processo holístico, a criação de uma marca é a soma dos conjuntos sociais, económicas e culturais, que pode fortalecer ou corrigir percepções de quem é de fora, numa perspectiva de longo prazo e consistente.

O branding de um destino é um domínio da teoria e da prática que visa medir, construir e gerir a reputação desse destino.

As marcas com maior notoriedade e empatia entre os consumidores são as que agregam os atributos de qualidade, confiança além de uma forte imagem e poderão ser essas a se destacar no momento da escolha.
O grande desafio está então em definirmos porque parâmetros queremos ser conhecidos como destino, como podemos sobressair na “multidão” e, naturalmente, que pensamentos e sentimentos queremos provocar, quando as pessoas são expostas ao nosso nome.

Monday, June 02, 2008

'A minha próxima vida' de Woody Allen


Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expuslo porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba como um orgasmo! I rest my case!

Friday, March 07, 2008

Destino Madeira pelo Desporto


Como simples espectador, não tenho dúvidas em afirmar que muito se tem feito pelo desporto regional, e, até certo ponto, pela divulgação do Destino Madeira através do desporto, quer através das participações, dos desportistas e equipas, nos campeonatos nacionais bem como nas provas internacionais.

Sem saber qual será o desfecho da discussão em torno da “Federação Madeira”, posso, no entanto afirmar que se trata de um tema extremamente interessante para todos os que julguem poder contribuir com algum valor acrescentado, por exemplo, opinando acerca da questão da promoção do Destino Madeira através do Desporto.

Não sendo nenhum especialista nem estando a par dos contornos estruturais da proposta do Dr. Miguel de Sousa para a criação da Federação Madeira, não podia estar mais de acordo, porque sinto que algo mais é preciso ser feito.

Julgo que está na altura de se dar o salto, e parece-me também que podíamos ir um pouco mais além em termos de proporcionar ao Governo as contrapartidas devidas, relativamente aos investimentos que faz nos desportistas e nas equipas.

Ou seja, em termos gerais, parece-me que foram criadas as bases quer, estruturais quer, humanas para podermos garantir o contínuo desenvolvimento do desporto na região e, por isso, agora é preciso subir a fasquia. É preciso aproveitar o que já foi feito no sentido de conseguirmos melhores resultados na divulgação do Destino Madeira, o que por sua vez poderá/deverá ter como reflexo o aumento da procura turística da nossa região.

O turismo é, como bem sabemos, uma das nossas das principais fontes de riqueza, para não dizer de sobrevivência. Assim, este sector, pode e deve ser potenciada por todos nós, através, por exemplo, do acolhimento que damos aos turistas, e pelo desporto em particular, não só por ser uma área de grande investimento ( quer devido à componente da educação e formação dos cidadãos), mas também como forma directa de divulgação do Destino Madeira.

Não basta ter o nome “Madeira” escrito nas camisolas!

A criação de uma Federação Madeira poderá ser uma ferramenta importante? Inequivocamente, para além do campo desportivo, dará mais e melhor visibilidade à nossa terra.

Que deverá haver uma acção conjunta e estrategicamente bem delineada entre diferentes organismos regionais tais como o Turismo e a futura ou actual “Federação”, nas acções desenvolvidas por ambos? Sem dúvida que sim!

Que temos de aproveitar as participações desportivas internacionais para, paralelamente, promover o nosso destino, através de brochuras, RP`s, eventos, etc? Concerteza que sim e nesta área parece-me que muito se pode fazer sem muitos mais custos.

Não tenho dúvidas que é preciso muito mais, e também não tenho dúvidas que não vou apresentar hoje aqui a solução. Somente aproveito esta oportunidade que O Desporto Madeira me proporcionou para levantar o tema e o colocar em discussão, pois parece-me um pilar importante para o nosso futuro como Destino turístico.

Friday, January 25, 2008

Cocooning

As dinâmicas de mercado, as suas constantes inovações, a procura e descoberta de novos campos, traz-nos até a um segmento de mercado que está em evolução e, em simultâneo com as novas tecnologias.

Nos anos 90, Faith Popcorn identificou cocooning como uma tendência comercialmente significativa que conduz, entre outras coisas, ao desenvolvimento do comércio electrónico.

Cocooning ou casulo, em português, é o nome dado à tendência que vê indivíduos socializar, cada vez menos. Os indivíduos tendem a permanecer afastados da sociedade e tendem a perder a “confiança social” que conduz ' a cocooning '. Acto de isolar-se ou esconder-se do ambiente social normal.

A criação da internet, de softwares relacionados com o entretenimento, os avanços na tecnologia de comunicação permitem, por exemplo, o tele-trabalho e fizeram do cocooning uma opção cada vez mais atractiva

Com os novos meios já é possível um tipo de “cocooning socializado” onde se pode viver isolado fisicamente e ao mesmo tempo manter o contacto com os outros.

Esta tendência foi reforçada fortemente pela tragédia de 9/11, devido a um medo generalizado da violência em massa, popularizando assim a Internet e todos os recursos que a mesma oferece.

Porém o cocooning não é de todo um factor negativo, como em tudo na vida depende da maneira como encaramos as situações e das decisões que tomamos, lembrando sempre que a virtude está na ponderação dos factores.

Mas com estas novas realidades deverá olhar para o seu negócio tendo em conta o que de novo está a acontecer. A tendência de cocooning oferece muitos desafios aos negócios tradicionais. Mas como se adaptar?

Permaneça um dia em casa e verifique todas as coisas que você faz mas que poderia ser melhorado ou facilitado por alguma versão de seus produtos ou serviços. Imagine o seu cliente ideal em repouso na sua casa e faça então o seu melhor para mantê-lo lá.

Um dos exemplos clássicos para definir esta nova realidade é o aluguer de filmes para casa em vez de se ir ao cinema. Ou as cadeias de supermercado, como por exemplo a cadeia Sá, que já nos permite fazer compras pela Internet e entregando em nossa casa. Outro exemplo interessante é a Nike ID, que para além de proporcionar a aquisição de um dos seus produtos através da Internet, permite ainda que você construa o seu próprio modelo a seu gosto e personalizado.

Dê azo à sua imaginação e faça-o de maneira a ir de encontro a este novo segmento de mercado, que pretende o acesso fácil, a partir de casa, ao seu produto.

Friday, December 07, 2007

Um cego em Paris


Recebi este texto muito interessante porque de uma forma simples chama à atenção para a importância de estarmos constantemente atentos ao nosso desempenho para podermos mudar/adptar o nosso rumo/estratégia sempre que estivermos nos afastando dos nossos objectivos.
Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:

"Por favor, ajude-me, sou cego".


Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu:

"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.


O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
" Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".


Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.
Precisamos sempre escolher a forma certa de nos comunicarmos com as pessoas.
Não adianta simplesmente falarmos; antes, precisamos conhecer a melhor mensagem para tocarmos, sensibilizarmos e convencermos as pessoas.